Wagner da Silva
Grão-Pará

Há mais de um ano, cerca de 400 funcionários demitidos da antiga empresa Wiper, hoje Avícola Santa Bárbara, aguardam o pagamento de suas rescisões. As demissões iniciaram em janeiro do ano passado e ocorreram em três etapas. A Wiper, situada em Grão-Pará, era uma das maiores empresa de abate de frangos na região.
Na época, um acordo foi tentado ainda com a administração da Wiper. A empresa, porém, rejeitou a proposta do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias das Carnes e Derivados, Alimentação e Afins da Região Sul de Santa Catarina. A informação era que não teria condições de honrar o compromisso.

Por conta disso, um juiz do cartório de paz interviu , buscou a conciliação e os documentos para a liberação do FGTS e do seguro desemprego foi feita. No acordo, a empresa Wiper pagaria a rescisão em seis parcelas, das quais três foram acertadas. Em função da negociação com a avícola Santa Bárbara, o pagamento do restante foi suspenso.

Uma nova negociação foi iniciada e as três parcelas restantes foram divididas em até 24, das quais algumas foram quitadas. Porém, no fim do ano passado, os colaboradores deixaram de receber. “Desde então, ninguém dá uma resposta. A empresa empurra para o sindicato. E o órgão diz que o problema está na justiça”, informa o ex-funcionário Daniel de Souza Machado.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias das Carnes e Derivados, Alimentação e Afins da Região Sul de Santa Catarina, Vilmar Antonio Faveri, confirma a existência de uma ação judicial pelo fato da empresa não ter cumprido o acordo trabalhista.
Segundo ele, a demora na solução está no fato de que cada caso é analisado separadamente. “Cobramos agilidade, mas infelizmente tudo depende do parecer da justiça”, lamenta o presidente.

O outro lado
O advogado da Vinícula Santa Bárbara admite conhecer a situação e diz que até mesmo recontratou alguns ex-funcionários da Wiper. Porém, ele afirma que não se manifestará oficialmente sobre a ação até a execução judicial.