Tubarão

Os trabalhadores da empreiteira Ser Forte, de Criciúma, chegaram ontem em Tubarão para dar início à retomada da reforma da antiga rodoviária. Entre hoje e amanhã, serão feitas as ligações de água e energia elétrica para que as obras sejam oficialmente retomadas.

O prédio será transformado no Centro Integrado de Arte Popular de Tubarão. Os trabalhos foram paralisados em dezembro do ano passado. A obra deveria estar concluída há mais de um ano. Porém, houve entraves como a desocupação de uma sala, onde trabalhava o barbeiro Antônio Paulo Medeiros, o Chico.
Outro obstáculo foi documental, entre a prefeitura, a construtora e a Caixa Econômica Federal, responsável pelos pagamentos, já que há um convênio com o Ministério da Cultura. Agora, tudo está resolvido. A Ser Forte já fez um novo relatório do prédio, porque, desde que foi paralisada a reforma, houve alguns casos de depredação.

O projeto original, feito em 2001, também foi revisto e houve uma ampliação. A parte externa será modificada e as janelas, que seriam apenas restauradas, serão trocadas. Este aditivo de montante de serviço já está aprovado.

A obra
O Centro Integrado de Arte abrigará oficinas permanentes de artesanato, artes visuais e de música, abertas à comunidade. A prefeitura recebeu R$ 150 mil do Ministério do Turismo e R$ 33 mil da Alcoa Foudantion para a compra dos equipamentos que serão utilizados nas oficinas de artes.

Entenda o caso
• A ordem de serviço para o início das obras de reforma da antiga rodoviária de Tubarão foi assinada em novembro de 2007 e a empreiteira Ser Forte tinha seis meses para concluir os trabalhos.
• Em junho, já com atraso nas obras, a Ser Forte chegou a paralisar os trabalhos. O problema foi com a documentação solicitada pela Caixa Econômica Federal, que faz os pagamentos dos recursos destinados pelo Ministério da Cultura.
• Em dezembro, as obras foram paralisadas. A empreiteira retirou o material e os funcionários. O motivo: algumas pendências, como a saída do barbeiro Antônio Paulo Medeiros, o Chico. Sem a desocupação da sala, não seria possível terminar a reforma estrutural.