Amanda Menger
Tubarão

Em mais algumas semanas, a empreiteira Ser Forte, de Criciúma, deve retomar as obras da antiga rodoviária de Tubarão, que será transformada no Centro Integrado de Arte Popular de Tubarão. Os trabalhos foram paralisados em dezembro.
A obra deveria estar concluída há um ano. Um dos entraves é a desocupação de uma sala, onde trabalha o barbeiro Antônio Paulo Medeiros, o Chico. Outro obstáculo, que chegou a paralisar os serviços durante algumas semanas no ano passado, foi documental, entre a prefeitura, a construtora e a Caixa Econômica Federal, responsável pelos pagamentos, já que há um convênio com o Ministério da Cultura.

Na última quinta-feira, uma reunião entre representantes da prefeitura e da empreiteira decidiu pela volta aos trabalhos. “A empresa sinalizou que está propensa a voltar, só temos que resolver algumas pendências burocráticas. Como o contrato já passou de um ano, o valor terá a correção monetária do período”, explica o secretário de planejamento da prefeitura, Edvan Nunes. O barbeiro confirmou a saída. “Vou deixar a sala sim, mas ainda não sei a data”, assegura Chico.

Até o fim da semana, o engenheiro responsável Vilmar Gerômino estará em Tubarão para avaliar a obra. “Faremos um novo relatório porque, desde que paramos a obra, houve alguns casos de depredação. Só depois disso é que poderemos fazer o cronograma para determinar quando voltaremos e o tempo que levaremos para entregar”, esclarece o engenheiro.

A obra
O Centro Integrado de Arte abrigará oficinas permanentes de artesanato, artes visuais e de música, abertas à comunidade. A prefeitura recebeu R$ 150 mil do Ministério do Turismo e R$ 33 mil da Alcoa Foudantion para a compra dos equipamentos que serão utilizados nas oficinas de artes.

Entenda o caso
• A ordem de serviço para o início das obras de reforma da antiga rodoviária de Tubarão foi assinada em novembro de 2007 e a empresa tinha seis meses para concluir os trabalhos.
• Em junho, já com atraso nas obras, a Ser Forte chegou a paralisar os trabalhos. O problema foi com a documentação solicitada pela Caixa Econômica Federal, que faz os pagamentos dos recursos destinados pelo Ministério da Cultura.

• Chegou-se a cogitar a possibilidade da prefeitura assumir a obra integralmente, sem os recursos federais. “A Caixa pediu inicialmente seis documentos para formalizar o convênio. Pouco tempo depois, devido a um problema burocrático da empreiteira, a Caixa solicitou que a prefeitura encaminhasse mais documentos, totalizando 13”, explicou o na época secretário de cultura, esporte e turismo da prefeitura, Felipe Felisbino.

• Em dezembro, as obras foram paralisadas. A empreiteira retirou o material e os funcionários. O motivo: algumas pendências como a saída do barbeiro Antônio Paulo Medeiros, o Chico. Sem a desocupação da sala, não seria possível terminar a reforma estrutural.
• Há um mês, o prefeito Dr. Manoel Bertoncini chegou a dizer que a empreiteira teria interesse em rescindir a obra. O engenheiro Vilmar Gerônimo negou a informação e disse que a empreiteira tinha interesse em concluir a obra, desde que os entraves fossem solucionados.