Agora realmente falta pouco para terminar a obra: os acabamentos. A previsão inicial era o fim de 2007.
Agora realmente falta pouco para terminar a obra: os acabamentos. A previsão inicial era o fim de 2007.

Amanda Menger
Tubarão

Pelo cronograma da empreiteira, as obras na antiga rodoviária de Tubarão seriam concluídas este mês. Porém, o prazo não será cumprido e a expectativa é de finalizar os trabalhos em janeiro. A reforma foi retomada em julho, após meses suspensa (confira abaixo os motivos).
Desde julho, a equipe da Ser Forte, de Criciúma, trabalhava na ampliação do espaço interno, adaptação da fiação elétrica e reparos nos banheiros. Agora, eles darão ênfase ao acabamento.

“Eles já começaram a lixar as paredes e a pintar as paredes. Com isso, a população passará a ver as mudanças. Inclusive foi feita uma rampa de acesso aos cadeirantes e algumas pessoas reclamaram. Já providenciamos a construção de outra rampa para resolver o problema”, adianta o secretário-adjunto de indústria e comércio da prefeitura, Alberto Botega, que ficou responsável por supervisionar a obra.
O prédio, onde funcionava a rodoviária anos atrás, será transformado no Centro Integrado de Arte Popular de Tubarão. A intenção é oferecer cursos de artesanato, artes visuais e música. O local também terá banheiros públicos para mulheres, homens e deficientes físicos.

“É para amenizar um problema sério em Tubarão, que é a falta de banheiros no centro. Serão seis boxes para mulheres, seis para homens e dois adaptados para deficientes físicos. Esta parte deverá ficar pronta até meados de fevereiro”, assegura o secretário-adjunto.

Entenda o caso

• A ordem de serviço para o início das obras de reforma da antiga rodoviária de Tubarão foi assinada em novembro de 2007 e a empreiteira Ser Forte tinha seis meses para concluir os trabalhos.

• Em junho de 2008, já com atraso nas obras, a Ser Forte chegou a paralisar os trabalhos. O problema foi com a documentação solicitada pela Caixa Econômica Federal, que faz os pagamentos dos recursos destinados pelo Ministério da Cultura.

• Em dezembro de 2008, as obras foram paralisadas. A empreiteira retirou o material e os funcionários. O motivo: algumas pendências, como a saída do barbeiro Antônio Paulo Medeiros, o Chico. Sem a desocupação da sala, não seria possível terminar a reforma estrutural.

• Outro obstáculo foi documental, entre a prefeitura, a construtora e a Caixa Econômica Federal, responsável pelos pagamentos, já que há um convênio com o Ministério da Cultura. • O projeto original, elaborado em 2001, também foi revisto e houve uma ampliação. A parte externa será modificada e as janelas, que seriam apenas restauradas, serão trocadas.