Amanda Menger
Tubarão

Seja na praia, no campo ou na cidade, a virada de ano é um momento especial. Para atrair coisas boas como prosperidade, amor, saúde e dinheiro, muitas pessoas fazem simpatias e pequenos rituais. Entre as pedidas, estão lingeries com cores especiais. “Vendemos bem as taças para champanhe com desejos de saúde, prosperidade, amor e também as calcinhas coloridas, cada uma tem um significado. O branco é paz, o vermelho a paixão, o amarelo o dinheiro. Tem ainda a calcinha de Santo Antônio, para quem está ‘encalhada’ e quer arrumar um namorado”, revela Cíntia Flores, vendedora da Art Mania.

Velas e incensos também foram itens procurados. “Saíram muitos incensos para limpeza, como arruda, sete ervas com sal grosso canforado, alecrim e também velas coloridas e perfumadas, além do olho grego, que é um amuleto de proteção”, relata a vendedora Karina Piovesan, da Decor e Salteado.
A ceia de Réveillon não deixa de ser uma espécie de ritual. Alguns alimentos não podem faltar. “Faço lentilha, arroz, carne de porco. É tudo no capricho”, conta a dona de casa Maria de Lourdes Corrêa. A irmã de Maria de Lourdes, Sílvia Corrêa Ghizzo, gosta de uvas. “Sempre compro uvas para a ceia e faço porco também porque ele fuça para frente. Galinha não pode, porque ela cisca para trás”, afirma a dona de casa.

Algumas pessoas, contudo, não se preocupam com ‘mandingas’. “Sou cético, acredito que o que importa é o esforço da pessoa, o quanto ela trabalha. Gosto de reunir a família para comemorar mais um ano de vida”, argumenta o aposentado Dirton Monteiro.
A professora Indiamara Santiago e o marido, o técnico em agropecuária Ilson de Souza, acreditam que a festa de Ano-Novo é uma forma de encontrar a família. “Nós moramos em Jaguaruna, mas vamos viajar para o interior do Rio Grande do Sul para visitar os parentes, rever os amigos. Isso é o que importa”, conta Indiamara.