Anita Garilbadi tornou-se símbolo da cidade e da luta pela democracia.
Anita Garilbadi tornou-se símbolo da cidade e da luta pela democracia.

Laguna

Ver Laguna hoje e imaginar a pequena vila de pescadores de 333 anos atrás não é tão difícil. Obviamente, a cidade evoluiu. Os tempos são outros e não poderia ser diferente. A ideia de que o “tempo não passou” é por conta da história da cidade. Tão rica quanto o mar de onde sai boa parte de sua economia atual.

Ao completar 333 anos de fundação, Laguna tem literalmente muita história para contar. Pela Lagoa Santo Antônio dos Anjos e pelas areias das 20 praias que formam a cidade, parte da história do Brasil desenrolou-se. Quem imaginaria em 1676, quando chegaram os primeiros colonizadores açorianos, que Laguna seria um dos mais importantes cenários históricos do país.

O belo conjunto arquitetônico tombado pelo patrimônio nacional e ainda um dos maiores sítios arqueológicos de sambaquis da América também integram as peculiaridades de uma cidade que se transformou em roteiro histórico-cultural. Para comemorar, hoje terá bolo, homenagens e muita música, bem ao estilo açoriano.
A festa de aniversário será às 10 horas, em frente ao busto de Domingos de Brito Peixoto, o fundador da “Vila da Laguna”.

Caso chova, a solenidade será realizada no Centro Cultural Santo Antônio dos Anjos. À noite, o início da segunda bateria de apresentações do espetáculo A República em Laguna, às 20 horas, recontará a história heróica da cidade e ainda com a pitada de romantismo do casal republicano Guiuseppe e Anita Garibaldi, ícones da história lagunense. (leia mais sobre a cidade no suplemento especial).