Um grupo formado por engenheiros e matemáticos da Universidade Federal de Santa Catarina (campi de Florianópolis, Blumenau e Joinville) e da Univille de Joinville, e pelo professor Oscar Bruna-Romero, do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia da UFSC, preparou uma análise técnico-científica, encaminhada nesta sexta-feira (10), ao reitor da UFSC, Ubaldo Cesar Balthazar. O estudo aponta uma significativa expansão recente da Covid-19 em Santa Catarina.

“Esses dados só confirmam e reforçam a seriedade e responsabilidade das medidas que estamos adotando. Fiquem em casa”, reforçou o reitor da UFSC. Os dados foram encaminhados ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

Os especialistas trabalharam com modelagem matemática e usaram os dados reais da infecção que está ocorrendo no Estado, no Brasil e no resto do mundo. Os dados demonstram que, como provável consequência da retomada parcial das atividades em Santa Catarina durante as últimas duas semanas, é possível observar, desde a quinta feira dia 1° de abril, um aumento muito significativo e imprevisto no número de casos positivos para Coronavírus, que deverá continuar durante os próximos dias e semanas.

Da mesma forma, o número registrado de óbitos por Covid-19 mais do que triplicou no Estado durante a última semana (passou de 5 para 21), mostrando que não é fácil evitar um desenlace trágico na evolução de muitos pacientes.

A conclusão dos cientistas é que, em nenhum país até agora foi observada uma taxa de óbito da população geral inferior a 0,7%. “Nem nos países com a melhor tecnologia de diagnóstico e controle de espalhamento da infecção; isto representaria um número mínimo de mais de 1,4 milhão de mortes no país e mais de 50 mil mortes no estado de Santa Catarina”.

Portanto, escreve Bruna-Romero, não existe qualquer justificativa científica para a flexibilização de medidas de isolamento social restrito (quarentena total) mantido até o controle da pandemia.