Tubarão

A apresentação constante de vendedores ambulantes nas calçadas no centro de Tubarão tem incomodado comerciantes que pagam aluguéis e outras taxas para montarem seus estabelecimentos comerciais naquela localidade. A lista de itens oferecidos por eles inclui, por exemplo, bolsas, roupas, carregadores de bateria portáteis, brinquedos, doces, bijuterias e balões.

De acordo com o diretor executivo da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Tubarão, Felipe Nascimento, ninguém é contra os vendedores e suas atividades, porém o que se percebe é que metade deles não possui licença para realizarem os trabalhos. “A função de um vendedor ambulante é que ele faça as suas vendas ‘caminhando’ pela cidade e não que fique parado em um determinado ponto. Eles iniciam com uma mesa pequena, depois as atividades crescem e em pouco tempo ocupam boa parte da calçada. Além disso, muitos não possuem licença para realizar a atividade”, pontua.

Segundo Felipe, nos últimos tempos tem sido quase que impossível circular pelas calçadas sem observar uma mesa ou ‘barraca’ de um vendedor. Ele expõe, que as entidades organizadas como CDL, Sindilojas, Associação Empresarial de Tubarão (Acit), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) subseção de Tubarão, Associação Tubaronense para Integração ao Deficiente Visual (Atidev) e outras associações deverão cobrar da prefeitura uma atuação mais efetiva. “A Atidev tem uma reclamação muito grande. Os deficientes visuais programam a caminhada deles, decoram os locais e em determinados momentos os vendedores espalham as suas mercadorias e não há possibilidade para essas pessoas utilizarem as calçadas”, enfatiza.
 
Felipe conta que será iniciada uma campanha para que os empresários lojista e varejista possam construir rampas de acesso ou rebaixar a borda de acesso a loja para dar ingresso ao cadeirante. “Mas qual o sentido disso? Os lojistas vão investir dinheiro e tempo e quando os cadeirantes vierem as ruas, eles ‘esbarram’ nos vendedores que utilizam o espaço público”, finaliza.