#Pracegover Foto: na imagem há um veículo, uma mão e uma bomba de gasolina
#Pracegover Foto: na imagem há um veículo, uma mão e uma bomba de gasolina

Com o recente aumento no preço da gasolina, os proprietários ou condutores de veículos estão gastando, em média, R$ 283 para encher o tanque nos postos da Associação de Municípios da Região de Laguna (Amurel). Na última semana, por exemplo, a segunda-feira começou com uma bomba na mão do brasileiro e pelo que a maioria da população da região, do Estado e do país espera, a bomba seguirá explodindo nas mãos do consumidor.

O valor é reflexo de uma decisão da Petrobras. De acordo com a petroleira, o reajuste tem como objetivo manter os preços dos combustíveis competitivos e em equilíbrio com o mercado. O dólar e a cotação do petróleo vêm tendo mais influência sobre os preços de combustíveis no Brasil desde 2016, quando a Petrobras passou a praticar o Preço de Paridade Internacional (PPI), que se orienta pelas flutuações do mercado internacional.

De acordo com o Sindicato do Comércio de Varejista de Derivados do Petróleo, em Blumenau, o preço do barril anteriormente estava há 40 dólares e atualmente está há 85 dólares. Entre o ano passado e neste com a alta de transmissão da Covid-19, o preço estava abaixo de 20 dólares. E com produção em baixa.

Conforme o sindicato, o petróleo internacional ficou caro e o dólar está alto. A entidade pontua que 27% de álcool anidro aumentou e muito. Ocorreu o aumento de ICMS e tudo isso contar para o acréscimo nos valores. Os postos em sua maioria não repassam os aumentos todos de uma vez, os acréscimos ocorrem aos poucos. A conta é vista como salgada para os consumidores.

Somente em 2021, a gasolina acumula alta de 73% no ano e o diesel em 65,3%.  O auxiliar administrativo Renato Fernandes, de 30 anos, conta que tem sido cada vez mais difícil manter o carro abastecido, mesmo que o seu veículo seja considerado um modelo econômico.  “A gasolina está cara em praticamente todas as regiões. Um fator importante que devemos reparar é que quando há reajuste para aumento de preço nas refinarias, para o consumidor ele é quase que instantâneo, já quando diminui, percebo que leva até três dias para chegar às bombas”, lamenta.

Conforme um motorista de aplicativo, com tantos aumentos, está cada vez mais difícil trabalhar e que ele terá que ‘rodar’ mais para pagar os sucessivos aumentos. “Toda semana, todo dia, toda vez que vamos abastecer é um preço novo. Às vezes, os valores fogem do nosso orçamento. Não podemos tratar ou ver essa situação como uma normalidade, isso é um roubo”, assegura.

Na última semana, Santa Catarina acompanhou a decisão conjunta dos Estados brasileiros e vai congelar o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no preço de combustíveis pelos próximos 90 dias. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (29) em reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que reúne os secretários estaduais de Fazenda.

O intuito do congelamento do preço médio ponderado, sobre o qual incide o ICMS, é tentar manter os preços nos valores vigentes entre 1º de novembro de 2021 e 31 de janeiro de 2022. Os Estados podem escolher seguir ou não a medida do Confaz. Vale ressaltar, que o ICMS não é o único fator que encarece o preço na bomba, mudança dos outros fatores pode continuar elevando o preço para o consumidor final.

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