Em janeiro de 2018, o Notisul trouxe em sua edição imprensa e também online, a história dos familiares da Karolina Máximo Elias, a Karol, de 25 anos, de Tubarão. A narrativa contada mais uma vez no último sábado (1º), na versão online do Notisul, trouxe pela segunda vez uma narração de abandono, mas também de muita esperança.

A mãe biológica de Karol, Rosiléia Costa Máximo, teve cinco filhos, o primeiro deles, Fernando Costa Máximo, de 35 anos, foi criado por ela. Pouco depois do nascimento de Fernando ela conhece Antônio Oliveira Elias e posteriormente, tem mais quatro filhos do homem. Em 1987, nasce o primeiro bebê do casal, uma menina, porém é entregue para adoção. Três anos depois, em 1990, vem ao mundo a segunda criança, um menino, que também foi para adoção. Em 1994, o terceiro bebê, uma menina, Karolina, que não foi para a adoção, mas que aos 7 anos, passou a ser criada pela tia materna. Por fim, em 1996, mais uma criança, um menino, que também foi entregue para adoção.

Ao saber da existência dos irmãos, Karol, foi em busca de informações e não mediu esforços para encontrá-los. No último sábado, o Portal trouxe a informação de que a jovem tubaronense conseguiu informações do suposto irmão nascido em 1996. Eles ainda não se conhecem, mas estão conversando e em breve farão o exame de DNA. Além de Fernando, que foi criado pela mãe biológica, a moradora da Cidade Azul conhece o irmão, que foi dado para adoção em 1990. Ela conta que conheceu Frank quando há mais de 10 anos.

A saga de Karol na busca pelos irmãos biológicos estaria perfeita se além de conseguir encontrar o suposto irmão nascido em 1996, ela pudesse ter alguma informação da irmã que nasceu em 1987. No entanto, nenhum registro apontava para a menina que nasceu em 18 de novembro de 1987.

A esperança por meio da matéria publicada no Notisul

Dias após a publicação do Portal Notisul, uma jovem de 33 anos se manifestou e acredita ser a irmã que Karol há anos procura. Ela que nasceu em novembro, só foi registrada em Armazém um mês depois de seu nascimento. “Nasci em Tubarão no dia 18 de novembro de 1987, mas fui registrada em Armazém. Não sei o motivo. Pode ser que sejamos irmãs”, pontua Fernanda Ricken.

Fernanda conta que soube da procura de Karol por meio de uma amiga, que viu a matéria no Portal Notisul e encaminhou para a moradora de Braço do Norte. “Ela mandou a reportagem, li e me enquadrei na história, meus pais adotivos não podiam ter filhos biológicos. Busquei o contato da Karol nas redes sociais e estamos conversando. Sempre soube que era filha adotiva. Estou muito feliz e acreditando que encontrei uma irmã. Isso é surreal. Quanto tempo esperei para isso ocorrer”, comemora.

O suposto irmão mais novo de Karol nasceu em 17 de julho de 1996, em Tubarão. Ela conseguiu contato com o jovem por meio das redes sociais, mas ainda não se conhecem pessoalmente. “Ele contou que sempre teve uma suspeita, no entanto, os pais dele nunca admitiram que era adotado. Várias pessoas diziam que o garoto era adotado e ele não se via parecido com os supostos genitores. Pedi para conversar com os pais, porém eles continuam negando que o filho é adotado. Vamos fazer um exame de DNA, mas ainda não conseguimos. Ele mora em Florianópolis. Vou levar a minha mãe para fazermos esse exame. Temos uma grande semelhança”, assegura Karol.

Apesar de todos os percalços, a moradora de Tubarão teve uma notícia boa. Além dos dois irmãos que foram adotados, a jovem conheceu um irmão pelo lado paterno e soube recentemente que o pai pode ter tido outro filho, entretanto, é necessário fazer um exame de DNA. O pai de Karol faleceu em 1997. Sobre um dos irmãos, ela conta que já se conhecem há três anos. “Temos conversado bastante. Depois de conhecer esse irmão há indícios que tenho mais um por parte de pai. Estamos conversando e em breve faremos um teste”, observa.

Além de todos os irmãos biológicos, Karolina que é filha adotiva de uma tia, tem mais dois primos, que ela trata como irmãos. A jovem é casada e mãe de uma menina de quase 3 anos.

DNA: um valor fora do alcance dos supostos irmãos

Karolina precisará fazer ao menos três exames de DNA para ter a certeza, que a moradora de Braço do Norte e o jovem de Florianópolis são seus irmãos de pai e mãe e o último teste para provar que um morador de Tubarão é seu irmão, porém, o jovem é filho somente do pai falecido da tubaronense. Mesmo com toda empolgação e vontade dos quatro supostos irmãos de fazer o exame, o valor dos testes atualmente impede o quarteto de pôr a prova o grau de parentesco.

O teste de DNA, chamado de DNA figerprint ou impressão digital genética, fornece um grau de confiabilidade bastante alto, ultrapassando 99,9% de certeza em seu resultado. Devido a isso, esse teste é muito empregado na determinação de paternidade e na resolução de crimes. É necessário coletar amostras de algum fluido corporal que pode ser o sangue, saliva, unhas, fios de cabelo ou esperma.

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