Andréa Raupp Alves
Tubarão

O casal Solange e Paulo Cesar Rodrigues é pioneiro na venda de milho verde no período natalino, em Tubarão. Eles possuem alvará de comercialização e da Vigilância Sanitária.

“Estamos dentro da lei e atuamos dessa forma todos os anos em que vendemos milho no calçadão”, conta Solange. A ideia surgiu com o pai dela, e a tradição passou de pai para filha. “Estou há 30 anos nesse ramo”, relata.
As tarefas são divididas: Solange fica com o manuseio dos alimentos e Paulo Cesar com o caixa. “Não misturamos porque não é certo misturar dinheiro com comida”, reforça ele.

Atualmente, existem aproximadamente 15 barraquinhas de milho verde espalhadas pelo centro da cidade. “É importante o consumidor ficar atento quanto à legalização do ambulante, pois, se ele não tem alvará, não é possível saber a procedência do produto que ele vende”, alerta o secretário Nilton de Campos.

Ambulantes precisam ter alvará

Os ambulantes que querem aproveitar a época natalina para ganhar um dinheirinho extra, devem ficar alerta: se não tiverem legalizados, poderão perder a mercadoria. O aviso é da secretaria de desenvolvimento urbano da prefeitura de Tubarão.
“A fiscalização é intensificada ainda mais nesta época, pois surgem muitos ambulantes que atuam sem alvará, o que não é justo com aqueles que pagam os seus impostos”, afirma o secretário de desenvolvimento urbano, Nilton de Campos. Muitas informações chegam à secretaria por meio de denúncias e, segundo ele, todas são checadas.

Para aqueles que não estão dentro das normas, o resultado é a apreensão da mercadoria. “Só será liberado após a regularização do mesmo junto à prefeitura”, explica a diretora do Departamento de Normas Urbanistas, Janaína Mendes Dandolini.
Uma das exigências é que a comercialização não seja feita em espaço público (calçadas, por exemplo); já para aqueles que atuam no ramo alimentício, a obrigação é ter também o alvará sanitário. “Para receber a licença, é feita uma análise completa, principalmente do local de manuseio dos alimentos (cozinha) e armazenagem dos mesmos. Um fiscal faz a visita e dá o parecer para a liberação do alvará”, esclarece.