Liliane Dias

Orleans 

Dedicação, força de vontade e muito estudo foram fundamentais para que Gabriel Antoniassi de Oliveira, 12 anos, conquistasse o primeiro lugar na Jornada Brasileira de Foguetes, que ocorreu na Barra do Piraí, no Rio de Janeiro entre os dias 15 e 19 deste mês. Ele é aluno, do 6° ano do Centro Educacional Meta, de Orleans e esteve junto com os colegas, focado no desenvolvimento do projeto e foi o representante da equipe, seguindo para o Rio de Janeiro com a professora de iniciação científica Eluana Mariele Turazzi Moreira. 

Lá, segundo a docente, ele disputou com 44 equipes de todo o Brasil com idades entre 11 e 15 anos ou que estivessem entre o 6° e 9°. A Jornada de Foguetes é organizada pela 13ª Mostra Brasileira de Foguetes e pela 22ª Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica.

A Eluana explica que antes da Jornada os alunos passaram por um processo seletivo. “A Mostra Brasileira de Foguetes (MobFog) foi a primeira etapa e ocorreu na escola em maio. Os alunos tinham que passar dos 100 metros e ser os campeões do município para ser convidados a ir para a Jornada e foi o que ocorreu. Eles se classificaram e fomos para a segunda etapa, que foi a que ocorreu nesta semana no Rio de Janeiro”, detalha. 

Todos os protótipos foram feitos de garrafas PET com o formato cilíndrico. As aletas dos objetos também foram construídas de material plástico. Não foi usado nenhum tipo de material metálico na produção do objeto. “Alguns alunos no decorrer do processo foram desistindo e acreditavam que não conseguiriam atingir uma boa colocação, mas o Gabriel não desistiu! Ele foi guerreiro e não desistiu nem quando os amigos disseram que não iriam”, relembra a professora.

Como não há mais nenhuma etapa para esta competição, os alunos devem começar a se preparar para outra. “Para o próximo ano a intenção é aprimorar o trabalho. Estamos planejando para o ano que vem aumentar nossas medidas e ir para outra modalidade, que é feita com combustível sólido”, detalha a docente.

Todo o projeto foi desenvolvido na própria escola nas aulas de iniciação científica, que é do 5° ao 8°. Já os alunos do 1° a 4° fizeram com o auxílio das professoras. Cada discente tinha o seu próprio foguete, com o seu tamanho, aletas, tudo criado por eles. “Houve experimentação com o objetivo de chegar a um resultado. Foram cerca de 3 meses de estudo e preparação envolvendo 78 alunos”, pontua.

A professora fala da contribuição que este tipo de trabalho pode dar aos alunos. “Eles pegam um problema do zero, projetam algo para chegar a uma solução e por meio da experimentação vão conseguindo aperfeiçoar para obter melhores resultados. Assim como na vida real, pode dar certo ou não, e aí sim, parar, pensar e traçar um plano para conseguir resolver o problema”, finaliza.