Professora Juliene e a aluna Diely podem representar Tubarão em Brasília, caso passem na seletiva estadual  -   Foto:Rafael Andrade/Notisul
Professora Juliene e a aluna Diely podem representar Tubarão em Brasília, caso passem na seletiva estadual - Foto:Rafael Andrade/Notisul

Tubarão

“Nunca imaginaria que pudesse representar minha sala de aula, minha escola e minha cidade em um concurso tão importante quanto a Olimpíada da Língua Portuguesa”, resume a estudante Diely Zanela Medeiros, do 8º ano da Escola Professora Maria Emília Rocha, no bairro Recife, em Tubarão. É uma unidade de ensino público, gerenciada pela Fundação de Educação da Cidade Azul, tem uma estrutura física regular, tímida, porém em desenvolvimento, e conta com profissionais extremamente empenhados e apaixonados pelo magistério, pela pedagogia, pelo conhecimento e, principalmente, por seus estudantes.

Esses princípios são notadamente expressados pela professora Juliene da Silva Marques, que leciona Língua Portuguesa e é responsável por orientar Diely nesta Olimpíada. O caminho das duas foi cruzado neste ano letivo, que ainda pode render muitos frutos positivos. Um texto escrito pela adolescente (que pode ser conferido na íntegra ao lado) foi o selecionado para representar Tubarão na seletiva estadual do concurso, que ocorre hoje em Florianópolis.

Caso alcance classificação entre as semifinalistas catarinenses, poderá ir à capital do país com sua professora, para defender a essência do seu trabalho.

O tema sugerido aos alunos do 7º e 8º ano do ensino fundamental, nesta 5ª edição da Olimpíada, foi “O lugar onde vivo”. A troca de informações entre Juliene e Diely resultou em uma obra literária leve, que transpira pureza, cultura, atiça o senso de recordação do tempo do Brasil agrícola. “O texto chamou a atenção não só minha, mas de outras professoras, pedagogas e de representantes da comitiva municipal. Ficamos surpresas com a escolha, pois tanto ela quanto eu participamos pela primeira vez. Agora, temos boas expectativas, mas já estamos contentes por ter chegado até aqui. O mérito é todo da Diely, sempre dedicada. Ela conseguiu captar o foco do tema proposto”, observa a professora, que cursa doutorado em ciências da linguagem pela Unisul, em Tubarão. Resta dizer o quê? Ofemia, a senhora tem uma neta aplicada, que a ama muito, e que enxergou, além de uma relação de família, a arte por meio da escrita.

Reflexão e compreensão da função social da escrita
A Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro é um concurso de produção de textos para alunos de escolas públicas de todo o país, do 5º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio. Iniciativa do Ministério da Educação e da Fundação Itaú Social, com a coordenação técnica do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), neste ano promove sua 5ª edição.

O tema escolhido é “O lugar onde vivo”, que propicia aos alunos estreitar vínculos com a comunidade e aprofundar o conhecimento sobre a realidade, contribuindo para o desenvolvimento de sua cidadania.

Neste ano, os primeiros 100 mil professores inscritos recebem um DVD com a Coleção da Olimpíada e material que apresenta a sequência didática.