Brasília (DF)

A alta do preço do arroz deve permanecer por pelo menos um ano com a demanda mundial aquecida e a preocupação com a falta do produto em vários países. Já os preços de outro produto tradicional na gastronomia brasileira, o feijão, deverão cair nos próximos meses, devido ao início da colheita, com previsão de superar a produção do ano passado.

De acordo com o gerente de Alimentos Básicos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Paulo Morceli, os preços internos do arroz estão sendo puxados basicamente pelos preços do mercado internacional. Ele lembrou que apesar de a produção brasileira ser suficiente para abastecer o mercado interno, a cotação internacional influencia os preços no Brasil.

“Em termos de mercado interno, não teríamos problema, em tese, mas o país também está conectado ao mercado mundial. Importamos arroz para complementar a oferta interna e também exportamos”, afirmou.

A alta no preço dos alimentos não deve ser vista como algo perigoso, de acordo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “O que está acontecendo agora no mundo? Tem mais pobres comendo e a produção de alimentos não cresceu de forma proporcional à demanda que a sociedade está tendo. Isso não poder ser visto como uma coisa perigosa, isso é uma coisa passageira”, afirmou

O presidente destacou que, no entanto, a produção de grãos no Brasil cresce anualmente. “O crescimento do conhecimento da tecnologia está fazendo com que a gente plante cada vez mais em áreas cada vez menores, que a gente colha mais”, ressaltou.