Priscila Alano
Tubarão

Não é de hoje que muita gente recorre a dietas ‘malucas’, sem orientação médica, na busca pelo corpo ‘perfeito’. Mas esta atitude pode colocar a saúde em risco. O ideal é fazer uma reeducação alimentar, sempre com a orientação de um profissional.
O resultado por ser na verdade efeito sanfona no corpo e carências nutricionais. A nutricionista Camila Machado, de Tubarão, alerta que a maioria das pessoas não obtém sucesso com estas dietas e desiste depois de algum tempo. “As pessoas ficam cansadas de comer sempre o mesmo cardápio. O ideal é ter uma alimentação equilibrada”, orienta.

Disciplina alimentar é o ‘x’ da questão. “Pode-se comer de tudo, desde que seja a quantia certa. O correto é procurar um profissional para orientar adequadamente, pois analisamos o perfil da pessoa, o que ela gosta de comer, o histórico familiar, doenças, idade, peso… Tudo isso interfere na alimentação”, explica a nutricionista, que pede para as pessoas não copiarem receitas, pois cada um tem o seu perfil e as suas restrições.

E uma lembrança: a boa alimentação não é aquela que contém apenas frutas, verduras e legumes. “Precisamos consumir em quantidade adequada todos os grupos alimentares, e isso inclui açúcar, gorduras, carnes e carboidratos”, reforça. Aliada à reeducação alimentar, outra atitude importante é a realização de atividades físicas regulares.

Acadêmicas abordam reeducação alimentar

A princípio, era para ser apenas um estágio acadêmico e colaborar com o atendimento dos médicos no posto de saúde do Caic, no bairro Humaitá de Cima, em Tubarão. Mas a necessidade da comunidade fez com que acadêmicas do curso de nutrição da Unisul montassem um grupo para atender moradores do bairro.

As estudantes abordaram temas como a importância de uma alimentação saudável, a pirâmide alimentar, o valor da atividade física, a autoestima. Participaram do grupo oito mulheres com a meta de reduzir o peso e as medidas. “Durante três meses, realizamos várias palestras para explicar a importância de uma alimentação saudável, além da motivação do grupo em desejar mudar seus hábitos”, relata a acadêmica Gabriele Bordignon.

Além das palestras, as universitárias trocaram receitas com o grupo. Elas destacam que a alimentação deve ser rica em frutas, verduras, cereais e alimentos integrais. Durante as atividades, o grupo aplicou questionário para conhecer melhor os hábitos das participantes. O resultado do trabalho desenvolvido pelas alunas será apresentado no dia 2 do próximo mês, na Unisul.