O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Alexandre de Moraes, pediu vista nesta terça-feira (9), na análise de duas Ações de Investigação Judicial Eleitoral (AIJEs) que têm como alvo a chapa formada pelo presidente Jair Bolsonaro e o vice-presidente Hamilton Mourão, protocoladas no tribunal pelas coligações dos ex-presidenciáveis Marina Silva (Rede) e Guilherme Boulos (PSOL).

Moraes, que seria o penúltimo a votar no processo, pediu vista para tomar conhecimento mais aprofundado do caso e considerar o voto do ministro Edson Fachin, que foi contrário ao do relator do caso, ministro Og Fernandes. Assim, o julgamento é adiado pela segunda vez, já que no ano passado, o ministro Edson Fachin havia pedido vista, e em decorrência da pandemia o julgamento acabou por ocorrer só sete meses depois.

Fachin, divergiu do relator, ministro Og Fernandes, que já havia se posicionado pela improcedência das ações no mérito. Fernandes entende que não há provas sobre a autoria e participação nas invasões e que o delito não é grave o suficiente para impactar o pleito.

Fachin atendeu ao pedido das defesas pela produção de mais provas e foi seguido pelos ministros Tarcísio Vieira de Carvalho e Carlos Velloso Filho. Além de Og Fernandes, foi contra a solicitação das chapas de Boulos e Marina o ministro Luís Felipe Salomão. Quando Moraes pediu vista, restavam o voto dele e o do ministro Luís Roberto Barroso, presidente do TSE, sobre a questão preliminar.