Amanda Menger
Tubarão

Uma missa de ação de graças levou centenas de fiéis ontem à noite à Catedral de Tubarão. Eles comemoraram o primeiro ano da beatificação de Albertina Berkenbrock. Domingo, outras duas missas foram realizadas no santuário dedicado à bem-aventurada em São Luiz, Imaruí. Para o bispo de Tubarão, Dom Jacinto Bergmann, a história de Albertina é um exemplo de vida, em especial, à juventude.

“A beatificação é o reconhecimento oficial da igreja de que Albertina teve uma vida de santidade. Ela ousou ser santa aos 12 anos. É um exemplo para a juventude”, analisa Dom Jacinto.
Albertina nasceu em 11 de abril de 1919. Filha de imigrantes alemães muito religiosos, desde criança, Albertina gostava de assistir as missas. Aos 12 anos, a menina foi surpreendida pelo empregado da família Indalício Cipriano Martins, enquanto procurava uma vaca no pasto.

Por resistir ao estupro, foi degolada. Desde o assassinato, em 15 de junho de 1931, diversas pessoas relatam que tiveram pedidos realizados por intercessão de Albertina. O processo de beatificação teve início em 1952, mas ficou suspenso entre 1959 e 2000.
A menina foi considerada bem-aventurada por ter morrido como mártir. “Ela resistiu e defendeu até o fim sua pureza, sua virgindade”, destaca o bispo. Para que seja considerada santa, é preciso comprovar a realização de um milagre.

Infra-estrutura do local é um dos maiores entraves
O acesso à comunidade de São Luiz, em Imaruí, é apontado como uma das principais dificuldades para que os romeiros visitem o local de martírio de Albertina Berckenbrock. Quem vai até a localidade por Imaruí enfrenta cerca de 28 quilômetros de uma estrada em péssimas condições. A via é estreita e cheia de buracos. A distância para quem segue por São Martinho é menor, porém, o estado de conservação não é muito diferente.

No ano passado, antes da cerimônia de beatificação, o governador Luiz Henrique da Silveira comprometeu-se em melhorar o acesso ao local. “Este compromisso continua. A secretaria de estado da infra-estrutura está elaborando o projeto de pavimentação dos sete quilômetros entre São Martinho e São Luiz. Mas ainda não há previsão de quando a obra seja iniciada”, explica o secretário de desenvolvimento regional em Braço do Norte, Gelson Padilha.

Como o acesso por Imaruí é considerado ruim, o prefeito eleito de Imaruí, Amarildo de Souza (DEM), propõe uma parceria com o governo do estado. “De início, vamos alargar a estrada e colocar saibro. Depois, vamos procurar o estado para, se possível, fazermos uma parceria. Imaruí precisa atrair turistas”, afirma.
Amarildo cita ainda outros problemas de infra-estrutura que precisam ser resolvidos. “O abastecimento de água é um problema. Não há telefonia fixa nem móvel. Precisamos dar condições aos nossos visitantes. Precisamos pensar o desenvolvimento desta localidade e, por isso, queremos elaborar um Plano Diretor”, propõe.