Ainda que o atendimento fique comprometido em virtude da paralisação, os caixas eletrônicos nas agências onde há greve funcionam normalmente.
Ainda que o atendimento fique comprometido em virtude da paralisação, os caixas eletrônicos nas agências onde há greve funcionam normalmente.

Zahyra Mattar
Tubarão

A greve dos bancários completa, hoje, na região, oito dias. Ainda que o tempo seja curto, já é suficiente para atrapalhar a vida do consumidor. Um exemplo é o que ocorre com a dona de casa Simone Medeiros, 55 anos, cliente do Banco do Brasil de Tubarão. Ela realiza as operações que pode pelo caixa eletrônico e lotéricas, mas existem situações que precisa de atendimento dentro da agência.

“O cartão de crédito do meu marido está bloqueado por causa de uma clonagem, mas, para vir um novo, depende do banco. E para isso só depois que a greve acabar”, lamenta. Mesmo assim, Simone apoia o movimento. “Todos têm direito de lutar por melhores condições. Espero que resolvam logo”, assinala a cidadã. No que depender dos funcionários, todos retornam hoje ao trabalho.
O problema é que as empresas bancárias fecharam todos os canais de negociações. Como não há proposta, a greve segue. O número de agências fechadas na base do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Tubarão e Região (SEEBTR) continua o mesmo: 39 dos 47 estabelecimentos.

Amanhã, uma nova assembleia da categoria ocorre nos sindicatos de todo o país. Em Tubarão, o encontro será na sede do sindicato, às 17 horas. Na última proposta, no dia 23 do mês passado, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou um índice de reajuste de 8%. O percentual é 0,6% superior ao INPC (7,4%).
Por outro lado, os trabalhadores pleiteiam a participação nos lucros e resultados e reajuste de 5% mais o índice do INPC (com isso, chega a um total de 12,8%).

Base sindical em Tubarão

Municípios de abrangência
Tubarão (base), Armazém, Braço do Norte, Capivari de Baixo, Grão-Pará, Gravatal, Jaguaruna, Lauro Müller, Orleans, Pedras Grandes, Rio Fortuna, Santa Rosa de Lima, São Ludgero, São Martinho, Sangão e Treze de Maio.

Agências sem greve
Bradesco: Tubarão, Jaguaruna, Lauro Müller, Orleans e Braço do Norte.
Itaú: Tubarão (as três unidades).
Banco do Brasil: São Martinho e Rio Fortuna

Greve dos Correios pode terminar amanhã

Após 21 dias de paralisação, a direção dos Correios e representantes dos funcionários chegaram a um acordo para acabar com a greve. A proposta negociada ontem, durante audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), será encaminhada hoje para avaliação dos trabalhadores. Se as condições forem aceitas, a greve será encerrada amanhã.
A categoria abriu mão do abono de R$ 500,00 oferecido pela empresa em troca do pagamento do aumento real de R$ 80,00 a partir deste mês. Esse reajuste estava previsto para ser pago só a partir de janeiro do próximo ano. Também foi mantida a proposta de reajuste linear do salário e dos benefícios de 6,87% retroativo a 1º de agosto, além de um benefício para ressarcir o valor gasto pelos empregados com medicamentos.

Em relação ao desconto salarial, a proposta acordada prevê que a empresa devolva os seis dias já descontados dos trabalhadores em folha de pagamento suplementar, que deve ser paga até a próxima segunda-feira
Os outros 15 dias de greve que não foram descontados dos trabalhadores deverão ser compensados com trabalho extra nos fins de semana e feriados, conforme a necessidade da empresa, até o segundo domingo de maio do próximo ano.
As correspondências não entregues começam a ser despachadas de imediato. Em Tubarão, a estimativa é que os trabalhadores levem até uma semana para colocar tudo em dia. Na Cidade Azul, dos 50 funcionários, 20 aderiram. Na Cidade de Anita, sete dos 23 funcionários engrossam a paralisação nacional.