Zahyra Mattar
Tubarão

Ao comprar uma caixa de fósforos, paga-se ICMS. Ao habitar um imóvel, paga-se IPTU. Ao receber o ‘suado’ salário, paga-se IRF. Tudo o que fazemos, compramos, usamos ou utilizamos é passível de ser tributado ou já foi devidamente gravado com tributo municipal, estadual ou federal.

O governo é uma espécie de ‘sócio invisível’ e caro. Para ‘sobreviver’, o danado precisa de pelo menos 40% dos ganhos de cada brasileiro. Tanto é que o cidadão suou a camisa do dia 1º de janeiro deste ano até 31 de maio só para o coitado não morrer à míngua.

E é justamente para chamar a atenção para a necessidade da reforma tributária no país que entidades de classe promovem, neste sábado, o Feirão do Imposto. Em Tubarão, o manifesto é encabeçado pela Associação de Jovens Empreendedores (Ajet) e será realizado das 10 às 22 horas, no Farol Shopping.
Em Laguna, o feirão será em frente ao Mercado Público, no centro histórico, das 9 às 12 horas. O comando é do Núcleo do Jovem Empreendedor da Associação Empresarial de Laguna (Acil-Jovem).

Esta espécie de protesto contra a alta carga tributária é um projeto legitimamente catarinense, criado em 2003, em Joinville. O funcionamento é bem simples: vários produtos são expostos e etiquetados dois preços: o real e o quanto o mesmo item valeria se a carga tributária fosse menor. A diferença é absurda!

Na teoria
A cada R$ 100,00 gastos, R$ 40,00 são embolsados pelo ‘sócio invisível’. E a principal razão para que o brasileiro seja tão cobrado é que o tamanho do governo é maior do que o país suporta. Uma coisa é certa: sem imposto, não há estado. Ele não gera lucro, só despesa. Na teoria, a ‘coisa’ deveria funcionar assim: você paga a conta do sócio e ele te dá, em troca, serviços como saúde e educação de qualidade. Mas isso é só a teoria.