Amanda Menger
Gravatal

“Balneário já!”. Este é o título da campanha promovida pelo escritor e presidente da Academia Gravatalense de Letras, Abrão Aspis. O objetivo é fazer valer o que está previsto na lei orgânica do município datada em 1991.

“O artigo 124, parágrafo 3, diz que as concessionárias de águas termais devem construir balneários públicos na área de concessão. Já no parágrafo 4, diz que uma lei complementar definirá a forma, as condições e os prazos para construção do balneário”, afirma.

Para o escritor, falta vontade para colocar a lei em prática. ”A lei complementar não existe e acredito que não há interesse por parte do poder público e dos empresários”, opina.

O escritor justifica a campanha com dois argumentos. “O primeiro é social. Por que só os turistas podem aproveitar os benefícios das águas termais? E o segundo é econômico. Gravatal teria muito mais turistas se tivesse balneários públicos”, diz. A expectativa é que mais pessoas participem do movimento.

A idéia da mobilização começou depois que o presidente da academia perguntou a um carroceiro se ele sabia o que é água termal e a resposta foi negativa. “Não gostei do que ouvi. O carroceiro sempre morou em Gravatal e não sabia o que era água termal. As pessoas que moram na cidade têm direito usufruir dos benefícios das águas termais assim como os turistas”, argumenta.