Zahyra Mattar
Tubarão

A assistente de educação Silvana Faísca, de Tubarão, tem três bombonas de 20 litros de água em casa. Todas vazias, porque não consegue trocar os vasilhames. Os três estão fora do prazo de validade. A maioria dos supermercados da cidade não recebe o recipiente. Se quiser ter água mineral em casa, o consumidor precisa pagar pela bombona, algo em torno de R$ 15,00.

“A última vez que comprei foi em setembro. Voltei neste mês, no mesmo mercado, para comprar um cheio e eles se recusaram a vender. Por que a conta sempre sobra para o consumidor?”, indaga Silvana. O problema da educadora é o mesmo de centenas de pessoas na região. O Notisul recebeu o mesmo tipo de reclamação de várias cidades da Amurel.

Os estabelecimentos não recebem os frascos com prazo de validade vencido. Mesmo que tenham sido comprados há poucos dias no mesmo lugar. A lei que regulamenta a questão é falha porque não especifica quem tem a obrigação de recolher os vasilhames.

Contudo, a orientação do Procon de Santa Catarina é que os supermercados e distribuidoras têm o dever de receber as bombonas vencidas sem qualquer custo ao consumidor. A estimativa do órgão é que cerca de 90% dos vasilhames em uso no estado hoje estejam com validade vencida.