Bertoldo Weber
Braço do Norte

A previsão da produção de fumo para este ano deverá ficar bem abaixo do esperado. Calculava-se mais de 700 mil toneladas nos três estados do sul mas, no máximo, chegará a 600 mil toneladas. Uma reunião ocorreu em Porto Alegre, nos dias 16, 17 e 18, entre as entidades Fetag (RS), Fetaesc, Afubra, Farsul, Faesc e Faep, diretamente com as indústrias. Sobre a negociação, o Sindifumo sugeriu a negociação direta. Uma segunda reunião ocorrerá para chegar a um acordo sobre preços.

Segundo o presidente da Associação dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais do Rio Tubarão (Astruvale), Adriano Schueroff, que não participou da reunião, a reivindicação feita pelas entidades representativas foi de 19,5%. “O impasse está no fato de as indústrias fazerem a base de calculo da mão-de-obra pelo salário mínimo. Errado, afinal quem produz o fumo são pessoas que sabem produzir e deveriam receber pela qualificação que têm”, esclarece.

O presidente diz que alguns fumicultores da região já terminaram a colheita e entregaram a produção. Outros ainda terminam. “Peço que os fumicultores tenham cautela na hora de vender e esperem as negociações”, sugere. Um dos problemas da região é que a maioria dos fumicultores não é independente. Os números mostram que em janeiro de 2007 o quilo pago pelo fumo BO1 foi de R$ 5,81. Se a categoria conseguir com as fumageiras o aumento de 19,5%, o preço passará para R$ 6,94.

Na reunião entre as entidades representativas e industriais, a maior proposta de reajuste foi de 4,5%. Neste caso, o preço ficaria em torno de R$ 6,10. “Mas, a intenção é fechar um acordo bom para os fumicultores. Tem agricultor na região que entregou todo o fumo melhor ao preço de R$ 5,40. Muito baixo, pelo fato de ter diminuído a produção”, ressalta.

Tirando as regiões atingidas fortemente pelo granizo na região, a qualidade do fumo produzido será melhor se comparada aos últimos anos. “Torcemos para que os resultados sejam bem melhores na próxima rodada de negociações”, finaliza Adriano.

Os representantes dos fumicultores entregaram a pauta reivindicatória de preço ao Sindifumo no dia 19 de dezembro. As propostas apresentadas às entidades em Porto Alegre foram de formas individuais e a maioria longe das expectativas.