Amandio Kuhnen Neto, de Braço do Norte, usa irrigação nas pastagens  -  Foto:Divulgação/Notisul
Amandio Kuhnen Neto, de Braço do Norte, usa irrigação nas pastagens - Foto:Divulgação/Notisul

Braço do Norte

Para a maior parte das lavouras, a formação de nuvens dos últimos dias e a volta das chuvas a partir de hoje, segundo a previsão, tem sinônimo de alívio pelo pequeno desenvolvimento das plantas. Conforme o extensionista Bruno Marques, da Epagri, o destaque desta safra em Braço do Norte é a produção de milho, cuja área aumentou em torno de 10%, incentivada pelos elevados preços comerciais deste ano. Neste ano, a área destinada à cultura é de 1,5 mil hectares.

Sobre outros cultivos mais sensíveis à falta de chuvas, boa parte dos agricultores também tem se prevenido com a mecanização do sistema. Segundo Bruno, já é perceptível o aumento dos investimentos com irrigação por meio do uso da “fertirrigação”, que é a adubação líquida feita pelo uso do sistema de irrigação nas pastagens e lavouras com dejetos suínos disponíveis na região. “Principalmente pelos períodos de estiagens, este sistema proporciona maior garantia ao homem do campo de evitar prejuízos no desenvolvimento das culturas por falta d’água às plantas”, explica. 

A irrigação é o que ajuda, por exemplo, a família Kuhnen, em Braço do Norte. Aos 23 anos, Amandio Kuhnen Neto cuida da propriedade com a atividade de pastoreio rotacional, que aproveita melhor as pastagens. “Temos vaca de leite e aplicamos técnicas que aprendemos em cursos”, resume.

Para os agricultores e pecuaristas interessados na compra de equipamentos de irrigação, estão disponíveis linhas de financiamento por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), no qual o agricultor pode contar com a parceria da Epagri em todos os municípios na elaboração de projetos.

Déficit e alerta da Defesa Civil
Para uma média que deveria ficar acima dos 100 milímetros no mês passado, segundo a média dos últimos 30 anos, a precipitação em Braço do Norte, como em todo o Sul de Santa Catarina, ficou abaixo da série histórica. O mesmo ocorreu em agosto, no fim do inverno, com déficit de chuvas.
O boletim agroclimatológico do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta um déficit de aproximadamente 30 milímetros. Mostra, ainda, que a região teve menos de dez dias de chuvas no intervalo de 30 dias e uma insolação superior a 150 horas. Para as próximas horas, a Defesa Civil emitiu um alerta! As atividades marítimas para pequenas embarcações devem ser evitadas no litoral catarinense e do estado gaúcho. Os ventos fortes devem provocar mar agitado e ondas acima dos três metros de altura.