Já parou para perguntar por que “novo coronavírus”? Coronavírus causa doenças respiratórias graves e há ramificação desse vírus em todo o mundo, os mais conhecidos são Sars, que em 2003 matou 774 pessoas no mundo e o Mers que já matou 898 pessoas no mundo entre 2012 e 2019. 

Agora temos um novo coronavírus o COVID-19 que até este sábado (28), já matou 30.438 pessoas no mundo desde janeiro deste ano. É a maior pandemia desde a gripe espanhola (H1N1) em 1919 onde morreram mais de 50 milhões de pessoas. 

O COVID-19 causa dor de garganta, tosse, febre alta e dificuldade para respirar (em casos graves), sintomas bem semelhantes ao que o vírus influenza causa durante a gripe. 

O que difere um do outro é que o influenza é uma infecção viral comum e o COVID-19 é um vírus respiratório. Independente se as pessoas estão inseridas em um grupo de risco ou não, ter coronavírus sempre é grave, diz o médico infectologista Rogério Sobroza,de Tubarão.

“Os sintomas podem ser semelhantes entre os dois vírus, eles atacam os pulmões, o nariz e a garganta. Mas o COVID-19 causa inflamação nos pulmões, o processo em paciente com o novo coronavírus é muito mais intenso, mais forte, levando-o a precisar de ventilação mecânica ou até à morte”.

Outra diferença entre influenza e COVID-19 é o tempo de incubação. De acordo com especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS), o influenza tem um período menor e um tempo entre casos confirmados (intervalo serial) mais curto.  O COVID-19 tem o tempo estimado de de 5-6 dias e o influenza o intervalo serial é de apenas 3. 

TRANSMISSÃO

Aí é que começam as incógnitas. Enquanto o influenza tem um período de transmissão nos primeiros 5 dias de doença (antes mesmo do aparecimento dos principais sintomas), ainda não dá para ter certeza como acontece com o COVID-19.

Isso porque o  COVID-19 é um vírus novo e tudo que se sabe sobre ele ainda está em processo de investigação. Já temos antibióticos e vacina para o influenza, para o COVID-19 ainda não temos vacina, mas muitos pacientes já foram curados com hidroxicloroquina ou cloroquina, sempre associadas com outras medicações. Estes remédios são usados para tratar a malária e os médicos não sabem o resultado a longo prazo utilizando para o tratamento do COVID-19.

“Sabemos que por ser um vírus ele tem uma resistência maior a temperaturas mais baixas, mas não sabemos com certeza quanto tempo pode ficar nas superfícies. Tudo é suposição levando em conta o fato de ser um vírus”, diz Sobroza.

TAXA DE MORTALIDADE

Quando a pandemia foi declara, em fevereiro deste ano, a estimativa era de que no Brasil poderiam morrer cerca de 1 milhão de pessoas por causa do coronavírus. Por isso alguns estados tomaram medidas drásticas como o isolamento social. 


“Por causa dessas medidas essa estimativa reduziu para uma média de 400 mil pessoas. Ainda é alto e temos que nos preparar”, garante Dr. Sobroza. 

No Brasil atualmente foram registrados 3.904 casos confirmados e 114 mortes, números que segundo autoridades vai explodir nos próximos 15 dias.

De acordo com estatísticas Os números Atualmente não há muita diferença no percentual da taxa de mortalidade entre COVID-19.

“A média de morte por COVID-19 no Brasil é de 2,6%, da gripe também. A diferença é que para a gripe já temos vacina e os medicamentos certos”, explica Sobroza. 

A estimativa é que o coronavírus atinja seu ápice no Brasil já na segunda quinzena de abril e pode se estender em menor índice ao longo de 3, até 4 meses. Portanto os médicos orientam sair de casa só se for necessário.

“Não podemos pensar que estamos imunes, 100% das pessoas são suscetíveis a qualquer tipo de vírus, o problema é que ainda não sabemos exatamente com o que estamos lidando. Isolamento social é o caminho certo e se precisar sair mantenha o hábito de higiene sempre em dia”, finaliza Sobroza.