Amanda Menger
Jaguaruna

A empresa Engetom Construção Civil Ltda, de Turvo, deve solicitar na justiça uma liminar para suspender a abertura do envelope com a proposta financeira da Construtora Espaço Aberto Ltda, de Florianópolis, nas obras da segunda etapa do Aeroporto Regional Sul, em Jaguaruna. A empreiteira foi considerada inabilitada no processo de apresentação de documentos e teve ainda o recurso feito à comissão de licitações da secretaria de infra-estrutura negado. “Vamos procurar os nossos direitos. Temos uma empresa estruturada e com condições de realizar a obra”, explica o diretor da Engetom, Luiz Tomasi.

Segundo Tomasi, mais de 30 empresas compraram o edital, porém, apenas duas foram habilitadas. “Em outras obras, temos um número maior de participantes, e nesta, só duas. O edital foi exigente e o item no qual fomos desclassificados é irrelevante para o andamento da obra. A madeira não precisa ser resinada. O importante é que a forma do concreto seja de madeira”, esclarece o diretor.

A Engetom ficou sabendo que o recurso administrativo foi negado após ler a reportagem do Notisul, na edição de ontem. “Li a matéria pelo site do jornal, não fomos comunicados pela comissão de licitações”, critica. A decisão da empresa é vista com preocupação pelo presidente da Associação Empresarial de Tubarão (Acit), Eduardo Nunes. “Algumas licitações demoraram muito por causa de ações judiciais. Isso nos preocupa, porque esta obra é importante para o desenvolvimento do sul do estado”, afirma.

A segunda etapa do aeroporto está orçada em R$ 6 milhões e compreende a construção do terminal de passageiros e núcleo de proteção ao vôo; subestação, abastecimento de água e tratamento de esgoto. O terminal de cargas não faz parte desta fase.