Jaguaruna

Água, energia elétrica e homens dispostos a tirar do papel uma das mais importantes obras de infraestrutura e logística do sul catarinense. Agora sim começaram as obras de construção previstas na segunda etapa do Aeroporto Regional Sul, em Jaguaruna. Ontem, o secretário de desenvolvimento regional em Tubarão, Jairo Cascaes (DEM), e o gerente de infraestrutura, engenheiro Léo Goularte, foram até o canteiro de obras da Espaço Aberto para conferir a movimentação.

A construção deveria ter iniciado dia 9 deste mês. Porém, a falta de água e energia elétrica no local impediram que a equipe da construtora fosse deslocada. Esta semana, um gerador de energia foi levado para Jaguaruna e o poço artesiano para a captação de água pôde ser perfurado. Outro gerador será instalado no canteiro de obras na semana que vem para que o maquinário possa ser ligado.
“Na próxima segunda-feira, o engenheiro responsável pela obra (José Carlos Alano) nos garantiu que chegará mais uma equipe com dez homens e o restante do material necessário. Este pequeno atraso registrado agora será rapidamente absorvido. Sentimos que a Espaço Aberto tem grande interesse nesta obra e quer cumprir com todos os prazos do cronograma”, confirma Jairo.

O secretário destacou um engenheiro da SDR em Tubarão para acompanhar diariamente o andamento da obra. “Quero um relatório diário do que ocorre lá. Paralelamente, programar uma visita semanal para ver de perto”, reitera.
Hoje, é esperada a chegada do diretor de assuntos aeroviários da secretaria estadual de infraestrutura, Dilney Chaves Cabral Filho. Conforme o engenheiro da Espaço Aberto, o solo onde será erguido o terminal de passageiros tem um pequeno desnível em relação à pista. “Aquela parte está cerca de 80 centímetros mais alta. Precisará rebaixar. E isto depende de um aval da secretaria”, informa Jairo.

A segunda etapa
O investimento do estado na segunda fase da obra será de R$ 6 milhões e compreenderá a construção do terminal de passageiros (1.913,40 metros quadrados de área), redes elétrica e hidrossanitária, climatização, subestação de energia com capacidade para 300 KVA, estação de tratamento de esgoto e de água, estrutura contra incêndio (unidade do Corpo de Bombeiros), telecomunicação de telefonia e cabeamento estruturado, proteção contra descargas atmosféricas, paisagismo e torre de controle de tráfego aéreo.

Gravatal contesta a dívida com
a desapropriação dos terrenos

Amanda Menger
Gravatal

Mesmo com o início das obras da segunda etapa do Aeroporto Regional Sul, os proprietários dos terrenos ainda não foram todos indenizados. As prefeituras que compõem o Consórcio Intermunicipal para Desapropriação dos Terrenos do Aeroporto ainda devem R$ 240.502,42.

Entre as devedoras estão: Laguna, Grão-Pará, Imaruí, Rio Fortuna, Gravatal e Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec). Pelo levantamento da Amurel, a Amrec deve R$ 70 mil dos R$ 110 mil que se comprometeu em pagar. Já Gravatal, ainda teria que pagar R$ 10.325,36 dos R$ 24.325,36 da cota estabelecida para o município. O prefeito Rudinei Fernandes do Amaral, o Nei (PMDB), contesta os dados e apresenta os recibos dos pagamentos. “Eles estão equivocados, porque depositamos R$ 10 mil no dia 19 de dezembro. Com isso, falta só R$ 325,36 que depositaremos amanhã (hoje)”, garante Nei.

O Notisul teve acesso à cópias dos comprovantes de depósitos. Gravatal fez sete depósitos. Um de R$ 4 mil, no dia 20 de março de 2008; cinco depósitos de R$ 2 mil (entre abril e novembro) e um de R$ 10 mil em 19 de dezembro. “Nós recebemos os dados da prefeitura de Jaguaruna. A última atualização é 16 de janeiro. Só divulgamos as informações. O presidente do consórcio é o prefeito de Pedras Grandes, Antonio Fellipe Sobrinho, o Tonho (PMDB), mas a conta está no nome da prefeitura de Jaguaruna. Verificaremos o que ocorreu”, afirma o secretário executivo da Amurel, Leonardo Nesi, o Nardo.

Municípios
Nos próximos dias, o presidente do consórcio marcará uma reunião com os prefeitos para discutir os pagamentos que faltam. O Notisul conversou com os prefeitos do municípios que ainda não contribuíram. Eles garantiram que proporão às câmaras de vereadores que autorizem o repasse dos recursos.
A cota prevista para cada cidade é baseada no número de habitantes (a referência é o Censo do IBGE de 2000. Para cada habitante, é estipulado um valor de R$ 2,2525).
Laguna deve contribuir com R$ 107.149,61, porém, o prefeito Célio Antônio (PT) diz que não sabe se poderá ajudar e faz duras críticas à desfiliação de Jaguaruna da Amurel. “O prefeito de Jaguaruna tem que pedir desculpas. Quem é que ajudará a pagar os terrenos agora?”, questiona Célio.