Zahyra Mattar
Tubarão

As obras do Aeroporto Regional Sul Humberto Bortoluzzi, em Jaguaruna, seguem dentro do cronograma. Uma explanação sobre a evolução dos lotes, correspondentes às obras físicas da segunda etapa do empreendimento e ao acesso pela BR-101, será feita na próxima terça-feira, quando representantes das três macrorregiões do sul reúnem-se em Araranguá.

O encontro ocorrerá na Associação Empresarial do Vale do Araranguá, às 18 horas, e também será oportunidade para debater a operacionalização do aeroporto, no próximo ano.

A pauta também deverá englobar outro importante assunto pendente: a questão que envolve o pagamento das desapropriações de terras. Desde abril deste ano, nenhum município repassou mais verbas para quitar a dívida.
A Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec) também não fez mais nenhum depósito. A entidade integrou o consórcio intermunicipal pró-aeroporto com a promessa de desembolsar R$ 110 mil.

Transferiu R$ 90 mil até o momento (faltam R$ 20 mil). Em valores nominais (sem correção), são necessários mais R$ 263.175,69 para terminar de pagar as desapropriações. Em preço atual, estima-se que o montante chegue a R$ 850 mil.

As obras

♦ Estrutura física: Esta fase compreende a construção do terminal de passageiros, redes elétrica e hidrossanitária, climatização, subestação de energia, estação de tratamento de esgoto e de água, unidade do Corpo de Bombeiros, telecomunicação de telefonia e cabeamento estruturado, proteção contra descargas atmosféricas, paisagismo e torre de controle de tráfego aéreo. A meta é finalizar todas as estruturas físicas até o começo do próximo ano. O investimento do estado é de R$ 6 milhões.

♦ Equipamentos: A ordem de serviço à empresa vencedora do processo licitatório, a Telear, de Porto Alegre, para execução dos serviços de sinalização noturna (balizamento e papi), da estação de rádio e comunicação, da estação meteorológica e a instalação do rádio farol (NDB), foi assinada no dia 20 de setembro. O investimento do estado para esta fase, cuja conclusão é prevista para o próximo mês, é de R$ 1,8 milhões.

♦ Acesso: A obra é executada pelo consórcio Setep/Espaço Aberto e segue na fase de aterro e outros trabalhos necessários para a abertura da estrada de cinco quilômetros. As desapropriações dos terrenos será paga pelo governo do estado e custará R$ 500 mil. A pavimentação custará R$ 18,2 milhões e será paga pela União. A obra inclui ainda o pátio de estacionamento, uma ponte sobre o Rio Jaguaruna e um viaduto sobre a Ferrovia Teresa Cristina. Os trabalhos devem estar concluídos até o fim do próximo ano.