Vigilância Epidemiológica segue os trabalhos de prevenção na região. No Estado, número de focos aumentou em relação a 2016. Segundo relatório, 4,5 mil focos foram registrados em 116 municípios.

Lysiê Santos
Tubarão

Com a mudança das estações, modifica também o foco das doenças. Agora as atenções estão voltadas para a Influenza A, gripes, resfriados e muitos acabam esquecendo que até poucos dias, a Dengue, Zika e Chikungunya eram motivo de alerta e cuidados entre a população.

Em Santa Catarina, o número de focos do mosquito Aedes aegypti aumentou nos primeiros meses de 2017 em relação ao mesmo período do ano passado, conforme o relatório divulgado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) na última semana.

Até o momento foram identificados 4,5 mil focos em 116 municípios. São 300 focos a mais do que o registrado no mesmo período em 2016. Das cidades com focos, 55 são consideradas infestadas. “Ainda percebemos diversas condições propícias para a reprodução do Aedes aegypti no ambiente. O excesso de chuva é outro agravante, já que aumenta o risco do acúmulo de água e potenciais criadouros”, afirma o coordenador do Programa de Controle da Dengue em Santa Catarina, vinculado à gerência de Zoonoses da Dive/SC, João Fuck.

Os municípios considerados infestados farão, neste mês, o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), para identificar o tipo e quantidade de depósitos que possam ser criadouros do mosquito. O levantamento prevê a vistoria de uma amostra de 20% dos imóveis do município.

O boletim apontou que dos 1.284 casos suspeitos cinco foram confirmados – dois autóctones, com transmissão dentro de Santa Catarina; um importado, transmissão fora do estado; e dois permanecem em investigação de Local Provável de Infecção (LPI).

Na região, trabalho de prevenção é intensificado
A vigilância epidemiológica da região de Tubarão, da 19ª Gerência Regional de Saúde, continua os trabalhos de monitoramento e prevenção nos 14 municípios monitorados. De acordo com a responsável pelo controle de zoonoses e epidemias da gerência de saúde, a bióloga Sabrina Fernandes Cardoso, neste ano apenas três municípios da região registraram focos do mosquito.

Tubarão se destaca com a redução de seis focos registrado em 2016, para dois em 2017. No entanto, em São Ludgero houve um aumento de seis para dez focos neste ano. “Na nossa região, o número de foco está equilibrado. Não temos epidemias como no ano passado. O programa de prevenção continua por meio dos agentes epidemiológicos de cada município”, pontua a responsável pelo setor.

A gerência regional presta assistência técnica nos municípios e a cada sete dias, as armadilhas instaladas em pontos estratégicos são inspecionadas.

Monitoramos durante todo o ano as armadilhas e fazemos análises para averiguar a situação em todos os municípios da região. É necessário que a população seja consciente e siga com os cuidados preventivos para evitarmos a proliferação do Aedes aegypti”, enfatiza Sabrina.

Foto: Divulgação/Notisul