Zahyra Mattar
Tubarão

Muitas pessoas têm o sonho de ser pai e mãe. É natural, desde que o mundo é mundo, como se diz na linguagem popular, uma família é completa quando uma criança é gerada. Por sorte, há muitos que acreditam não ser necessário gerar outro ser para poder desfrutar das alegrias de criar, cuidar e ensinar aquele pequeno cidadão.

É neste ponto que muitos casais, ou mesmo pessoas solteiras, procuram pela adoção. É verdade que leva alguns anos, mas quem já adotou sabe e confirma: vale a pena. O amor, neste caso, vence todas as barreiras. O processo é simples e gratuito. O primeiro passo é procurar o juizado da infância e da juventude no fórum onde mora o pretendente a adotar.

Depois disso, as assistentes sociais fazem um amplo estudo sobre a vida do casal (ou pessoa). “É neste ponto que há muitos mitos. Grande parte acredita que vamos na casa dos interessados para saber se é casa própria, se tem carro na garagem. Não tem nada disso. Mesmo por que a justiça não distingue ricos de pobres. Qualquer pessoa disposta a educar bem uma criança pode ser pai e mãe. Os bens que possui não são o principal ponto observado”, desmistifica a assistente social da vara da infância e juventude de Tubarão, Mirim Esteves Corrêa.

Miriam e outras duas assistentes sociais – Kátia Meneghel Tonon e Rosimarie Knoll – são responsáveis por conhecer os futuros lares para onde serão enviadas as crianças que os futuros pais escolherem. “O principal requisito avaliado, como falei, não são os bens. Mas se há espaço para receber a criança. O local é seguro? Os futuros pais têm condições de educar e alimentar, a casa é higiênica?

É isso, basicamente. Muitos acham que xeretamos muito a vida dos pretendentes, mas isso precisa ser feito por dois motivos: para garantir que bem-estar da criança e para ter certeza de que os pretendentes estão certo sobre a adoção”, detalha Mirim.