Muitas pessoas compareceram à missa de corpo presente, na tarde de ontem
Muitas pessoas compareceram à missa de corpo presente, na tarde de ontem

 

Mirna Graciela
Tubarão
 
Centenas de pessoas estiveram na Igreja Matriz do bairro Morrotes, ontem à tarde, para dar o último adeus ao jornalista Ênio Batista, que faleceu quarta-feira à noite, vítima de um acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico. 
O espaço foi pequeno, em função da expressiva participação da família, dos amigos, colegas de profissão e lideranças políticas e empresariais. A missa de corpo presente, às 16 horas, foi marcada por momentos emocionantes. Homenagens foram feitas ao radialista, que partiu repentinamente, o que causou muita tristeza a todos. 
 
As palavras do padre Avelino de Souza foram contagiantes. Suas mensagens de fé e esperança, ao falar do comunicador, provocaram lágrimas. Era visível a grande quantidade de pessoas que chorava e lamentava a precoce partida do comunicador. 
 
Não é para menos. Tinha apenas 43 anos e era muito popular, carinhoso com os amigos e incansável quando ajudava alguém, seja no âmbito profissional ou pessoal. Dono de uma personalidade forte, Ênio era polêmico e ‘brigava’ por suas opiniões. Abraçava muitas causas e não tinha ‘papas na língua’ ao manifestar suas ideias e objetivos. 
 
“Todos os domingos, religiosamente, salvo algumas exceções, aqui estava o Ênio, em seus instantes de oração e fé”, lembrou o padre. O coral municipal de Tubarão participou da missa com músicas belíssimas. O radialista era um admirador do grupo.  
 
Após a missa, o sepultamento ocorreu no Cemitério Municipal de Armazém, no jazigo da família. Ênio nasceu em Várzea das Canoas, em Gravatal.  Ele deixou esposa e três filhos, os garotos Tahuam, 17 anos, Rhuan, 12, e Ênio Manoel, 2.  
 
Vida profissional dedicada
Ênio Batista trabalhava na Rádio Bandeirantes AM, onde coordenava o departamento de Jornalismo. De segunda a sexta-feira, apresentava o ‘Bom Dia Bandeirantes’, às 6h50min. Aos sábados, conduzia o ‘Frente a Frente’, às 10 horas, programa tradicional de debate, existente há muitos anos.
 
Polivalente e com o dom da comunicação, atuava como âncora, repórter e também no departamento comercial. Há mais de 20 anos na área, Ênio foi açougueiro antes de virar comunicador. Nesta época, descobriu a sua aptidão e sua verdadeira vocação. Fez a faculdade de jornalismo na Unisul. Atuou na mídia impressa, como repórter e colunista, e assessor de imprensa nas prefeituras de Tubarão e Capivari de Baixo. 
 
E foi no rádio, sua grande paixão, onde ele mais se dedicou. Trabalhou nas três emissoras AM de Tubarão e na Rádio Eldorado, de Criciúma. A política também falava alto em seu sangue. Era inclusive um dos pré-candidatos a vereador pelo PSDB nas eleições do próximo ano.
 
Cinco dias de angústia e  expectativa após a internação
Na última sexta-feira, no início da tarde, Ênio Batista sentiu-se mal, foi encontrado caído no banheiro de sua residência e levado ao Hospital Socimed, em Tubarão, onde foi constatado que havia sofrido um acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico. Naquele momento, iniciava a sua luta pela vida. À noite, ainda estava consciente e conversava com um pouco de dificuldade. 
 
No entanto, foi submetido a uma cirurgia no cérebro, na madrugada de domingo, por volta das 3 horas, quando foi colocado em coma induzido, e já respirava com ajuda de aparelhos. Seu quadro clínico agravou-se nos dias seguintes e o caso ficou crítico. 
 
Na quarta-feira, já havia perdido os sinais vitais, ainda possuía irrigação sanguínea no cérebro, mas não respondia mais a qualquer tipo de reflexo. E, às 21h37min, Ênio não resistiu e faleceu. Neste instante, sua esposa Marli estava ao seu lado, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).