Anderson Tadashi Nakamura, de 30 anos, acusado de matar mãe e filha no bairro Tribess, em abril de 2018, será julgado nesta sexta-feira (30), em Blumenau. O júri popular está marcado para começar às 8h30.

O réu é acusado de homicídio qualificado, motivo fútil, emprego de asfixia e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, contra mãe da família, e homicídio qualificado, por emprego de meio cruel, emboscada e para assegurar a impunidade contra a filha da vítima. Caso condenado por todos os crimes, a pena pode somar até 60 anos.

O juiz Eduardo Passold Reis, titular da 1ª Vara Criminal da comarca de Blumenau, presidirá a sessão do júri, que ocorrerá sem a presença do público, em respeito às normas impostas por conta da pandemia de Covid-19. O processo tramita sob sigilo de Justiça.

 

Relembre o crime

Ambos os casos aconteceram na manhã do dia 4 de abril de 2018. Anderson era conhecido da família e realizada serviços de jardinagem para as vítimas.

Segundo denúncia do Ministério Público (MP), após uma discussão, o homem teria golpeado a mulher de 57 anos e a levado desacordada até o quarto dela, onde foi asfixiada. Ainda de acordo com o MP, ele teria encontrado uma faca e aguardado a chegada da filha da vítima, de 30 anos.

Escondido atrás da porta de entrada da cozinha da residência, o homem surpreendeu a segunda vítima e a matou com vários golpes de faca.

Após investigações da Polícia Civil, Anderson foi detido um ano e meio depois, em Lages, onde estava morando e trabalhando. Ele foi trazido para Blumenau e preso preventivamente no Presídio Regional da cidade.

 

O relatório policial

O relatório de Teixeira enviado ao MP confirma a versão de que Nakamra matou Inês após uma discussão, no dia 4 de abril de 2018. Veja o trecho em que a cena do crime é descrita:

“Declarou que foi até a casa de Inês perguntar se havia algum serviço para prestar, sendo informado que não havia. Na sequência, houve uma discussão com Inês motivada pela acusação que recebeu de ter induzido Odair ao uso de entorpecentes, iniciando-se, pois, uma discussão ríspida.

Ato contínuo, após Inês proferir xingamentos sobre sua família, alegou que ficou fora de si e lhe desferiu socos e a levou para o andar de cima, momento em que Inês, que estava já desacordada, acordou e, então, apertou seu pescoço até que apagasse novamente.

Indagado sobre a execução de Franciele, frisou que não houve uma motivação específica, dado que tinha pouco contato com ela. Declarou que somente a esperou para a execução porquanto enquanto estava a conversar com Inês, Franciele esteve rapidamente na residência e acabou o ali vendo.

Aduziu que se utilizou de uma faca para o ato e que Franciele não chegou a falar nenhuma palavra durante as agressões, haja vista que os golpes foram desferidos logo da sua entrada no imóvel”.

 

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Fonte: O Município