Zahyra Mattar
Capivari de Baixo

Um batalhão formado por 120 professores “invadiu” a secretaria de educação, cultura e esporte da prefeitura de Capivari de Baixo. O motivo: as inscrições para o processo de admissão dos profissionais em caráter temporário. No início da semana, houve um certo “tumulto” no município depois que o processo seletivo realizado em novembro do ano passado foi anulado.

A argumentação da prefeitura foi de que os critérios utilizados para a classificação eram confusos e houve contagem paralela de tempo de serviços. Professores que atuaram em Tubarão e Capivari no mesmo período tiveram o tempo contado em dobro. A atividade de bolsista contada como tempo de serviço foi outro dos critérios incorretos.

A medida encontrada para resolver o impasse foi refazer todo o processo de seleção dos profissionais, baseado na lei que rege o magistério. Agora, capacitações e encontros que foram promovidos tanto pela prefeitura quanto por outras instituições têm o mesmo peso. No anterior, dependendo da instituição ministrante, a pontuação era diferente.

Problema idêntico foi encontrado na contagem de horas trabalhadas no município: exercer a profissão em Capivari valeu mais que lecionar em outras cidades. Agora, no novo edital, o serviço municipal tem peso maior que o estadual, mas pela rede de ensino, e não pelo município. Entre os ajustes feitos, também está a inclusão de vagas para os portadores de necessidades especiais. As inscrições prosseguem até a próxima quarta-feira. Para os professores que já haviam feito o processo, basta apresentar os documentos originais. A lista de classificação será divulgada no próximo dia 30.