Focos do mosquito são monitorados no estado. Tubarão está entre os 22 municípios em situação de risco e que foram orientados a implantar salas de situação  - Foto:Divulgação/Notisul
Focos do mosquito são monitorados no estado. Tubarão está entre os 22 municípios em situação de risco e que foram orientados a implantar salas de situação - Foto:Divulgação/Notisul

Florianópolis

O calor já está aí e os mosquitos também. A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive/SC) da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina trabalha no planejamento de ações para a intensificação do combate ao mosquito Aedes aegypti, causador da dengue, chikungunya e zika, no estado. 

Entre as medidas previstas está a realização, neste mês, do Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti – LIRAa nos 50 municípios considerados infestados pelo mosquito e nas 22 cidades sob risco de infestação. “Realizado de forma rápida em uma amostra dos imóveis existentes, o LIRAa nos apresentará a realidade em relação aos principais depósitos encontrados no ambiente, potenciais criadouros do mosquito e o número de focos identificados durante as vistorias”, explica o coordenador do Programa de Controle da Dengue de Santa Catarina, João Fuck. 

Entre os próximos dias 22 e 24, em Balneário Camboriú, será realizada uma reunião com os supervisores regionais e os coordenadores municipais dos programas de controle da dengue de municípios infestados pelo mosquito ou com transmissão de dengue, chikungunya e zika no estado para debater as estratégias. 

Outra preocupação da Dive/SC é que as atividades dos programas municipais de controle da dengue sejam mantidas e intensificadas até março de 2017. Este período é considerado o de maior risco para transmissão das três doenças e que irá coincidir com a fase de transição na administração dos municípios catarinenses que tiveram um grande índice de renovação em suas prefeituras. 

Para minimizar esse risco, estão sendo encaminhados ofícios aos atuais e futuros prefeitos dos 295 municípios sobre a importância da continuidade das atividades dos programas municipais neste período.

Panorama epidemiológico
Santa Catarina está há 13 semanas sem transmissão autóctone de dengue, ou seja, nenhum novo caso foi confirmado no estado nesse período. De acordo com o último boletim epidemiológico (dia 31), 4.356 casos de dengue foram confirmados entre 1º de janeiro e 22 de outubro. Desses, 3.977 eram autóctones, 278 importados e 101 estão em investigação de Local Provável de Infecção (LPI). Esses dados representam um aumento de 18% em relação aos 3.273 casos autóctones confirmados em 2015 no mesmo período.