Zahyra Mattar
Tubarão

Os trabalhos de recuperação da área afetada pelo vazamento de óleo diesel e gasolina em Tubarão, iniciados na última terça-feira, foram concluídos às 17h30min desta sexta-feira. O estrago provocado por um acidente na ponte sobre o Rio Correias, na noite de segunda-feira, não foi tão grave quanto se supunha. Não houve prejuízos para a pesca e para a rizicultura, duas atividades de extrema importância econômica nos municípios de Jaguaruna e Tubarão, respectivamente.

A gerência da Fatma em Tubarão e equipes da Central de Tratamento de Resíduos Sólidos (Cetric – responsável pelo transporte das plantas e do solo removidos) e da empresa Suatrans Emergências Químicas (responsável pela recuperação do local) – ambas contratadas pela empresa que efetuou o transporte da carga derramada – construíram barreiras na ponte sobre o Rio Correias, do Rio Congonhas (onde há as comportas), e três metros antes da Lagoa do Camacho, em Jaguaruna, para evitar a contaminação.

Conforme o engenheiro químico da Fatma, Rudemar Silveira da Cunha, “um pouco do óleo vazou para a lagoa. Mas em quantidade muito pequena. Tanto que não foi encontrado, nas diversas vistorias rio abaixo e na lagoa, de peixes ou qualquer outro animais morto por conta do óleo”, rechaça.

Ao todo, foram removidos mais de 32 metros cúbicos de vegetação em uma extenção de 17 quilômetros do Rio Correias. Na próxima terça-feira, a Fatma fará uma nova vistoria para averiguar o trabalho feito pela Suatrans e emitir um laudo pericial. O material servirá para a ação administrativa do órgão ambiental e será encaminhado ao Ministério Público de Tubarão, que poderá multar as três empresas envolvidas (transportadora, fornecedora e receptora dos combustíveis) em um processo por crime ambiental.