Zahyra Mattar
Tubarão

A gerência regional da Fatma em Tubarão finalizou ontem o relatório referente ao acidente ambiental ocorrido na noite do dia 27 de outubro, na ponte do rio Correias, em Tubarão. Mais de 80% da carga de óleo diesel e gasolina, transportada por um caminhão com placas de Içara, vazou e contaminou o solo e a água. O óleo espalhou-se até as comportas, na localidade de Congonhas, em Tubarão.
Uma pequena quantidade chegou também à Lagoa do Camacho, em Jaguaruna.

Apesar disso, não houve grandes danos para a flora e fauna, graças à rapidez com que as duas empresas contratadas para efetuar a limpeza trabalharam – a Central de Tratamento de Resíduos Sólidos (Cetric – responsável pelo transporte do solo removido) e a Suatrans Emergências Químicas (responsável pela recuperação do local).
Oito empresas serão autuadas por conta do acidente: quatro distribuidoras, a transportadora e três postos de combustíveis da região, os quais receberiam o material. Para cada uma, será imputada uma multa. Serão R$ 50 mil para cada distribuidora e a transportadora, e R$ 10 mil para cada posto. O valor, somado, pode chegar a R$ 280 mil.

Nos próximos dias, os relatórios finais da Fatma serão encaminhados ao Ministério Público de Tubarão que decidirá se autua, ou não, os envolvidos por crime ambiental. “Conseguimos recuperar 95% da área afetada. Os danos existiram, mas foram mínimos para a fauna e a flora. Isto deve-se, também, pela colocação das barreiras de contenção”, avalia o engenheiro Químico da Fatma em Tubarão, Rudemar Silveira da Cunha.

Ao todo, foram removidos 74 metros cúbicos de solo contaminado e 32 metros cúbicos de vegetação nos 17 quilômetros de extensão do rio Correias (até as comportas, em Congonhas). Tudo foi levado para um aterro industrial em Chapecó, no oeste do estado. Os trabalhos de recuperação, feito pelas empresas, foram coordenados pela Fatma com o Apoio da Polícia Militar Ambiental de Laguna e a Defesa Civil do estado.