#Pracegover Foto: na imagem há uma construção
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Estudantes da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), em Tubarão, devem promover nesta quarta-feira (30) um protesto pela volta do ensino presencial na instituição. As aulas foram retomadas no início do ano letivo, porém no formato híbrido. A direção da instituição decidiu manter o modelo. A manifestação tem início às 19h, e é de iniciativa do Diretório Central dos Estudantes (DCE).

No último dia 8, os acadêmicos realizaram o primeiro protesto pedindo a volta das aulas presenciais na instituição de ensino. Segundo os alunos, desde que o Grupo Ânima assumiu a instituição há pouco mais de dois anos, o sucateamento da universidade é visível. Eles afirmam que diversas situações abusivas têm ocorrido contra os acadêmicos. Prédios fechados, alunos estão ficando sem salas de aula, aumentos abusivos nas mensalidades sem a devida explicação e demissão de bons profissionais.

Os discentes pontuam que o dinheiro que deveria ser em prol da educação tem sido utilizado em favor dos investidores, que ficam cada vez mais milionários. Os denunciantes afirmam que são investidores majoritários e não qualquer investidor. Na manifestação ocorrida no início do mês, cerca de 400 estudantes participaram do ato.

Conforme o presidente do DCE, Pedro Henrique Almeida, recentemente houve uma mudança de currículo para o E2A. “Quando os estudantes assinam, a hibridez está incluída, mas não é clara para os acadêmicos. Pagamos o valor presencial, mas há somente 60% de aulas presenciais. Essa situação gerou uma revolta e nós alunos não aceitamos esse tipo de modelo”, expõe.

De acordo com o dirigente, o Ministério da Educação (MEC) autoriza o ensino híbrido de 40%, porém a universidade tem a opção de não seguir esse percentual e permanecer com 20%, o que é o desejo dos estudantes. Os estudantes procuraram o Procon de Tubarão, para ajudá-los a resolver esta situação.

Pedro Henrique conta que a instituição espalhou panfletos explicando sobre o ensino híbrido. “O cartaz falava que desta forma poderíamos economizar na gasolina ou ainda estudávamos no conforto de nossos lares. Eles querem continuar com o ensino híbrido porque podem colocar 150 estudantes em uma mesma matéria e podemos assistir as aulas de qualquer lugar do Brasil. Justificativa ruim”, lamenta.

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