#Pracegover foto: na imagem há as mãos de uma idosa
#Pracegover foto: na imagem há as mãos de uma idosa

“A última vez que vi minha mãe foi em outubro/novembro do ano passado. Ela foi diagnosticada com Covid-19”, expõe a massoterapeuta Gislaine Davi Pessoa. Ao Portal Notisul, ela conta que a mãe é interna do Abrigo dos Velhinhos de Tubarão, e foi internada em outubro do ano passado com Covid-19.

A filha da interna explica que a idosa foi para o hospital às 4h e entraram em contato com ela às 9h. “Os funcionários da unidade de saúde buscaram contato comigo e informaram que estavam tentando contato com alguém do asilo, porém ninguém atendia”, lembra.

Ela conta que foi informada que a presidente do Abrigo, Schirlei Terezinha da Rosa Mendonça, estava na praia e que os representantes do hospital queriam que algum familiar ou funcionário da casa de repouso ficasse de acompanhante da idosa. “Recebi a ligação e fui para o hospital. Lá pediram que ficasse de acompanhante. Após a ligação da casa da saúde, também recebi uma ligação do abrigo. Funcionários do asilo disseram que eu deveria ir ao hospital para assinar uma folha, mas a informação não estava correta. Deixaram a minha mãe no local e não passaram o seu quadro de saúde direito. Passado um período, a minha mãe recebeu alta, retornou para o asilo e desde então, estou proibida de fazer visitas ou ter contato com ela”, lamenta.

Ela conta que anteriormente conseguia ter contato com a idosa por videochamadas e contava com o apoio da ex-assistente social da instituição, no entanto, com a saída da profissional o acesso a sua genitora ficou impossível. “Depois da saída dela não consigo ter informações sobre a minha mãe. Ligo para o asilo e ninguém me responde, fico esperando na linha e muitas vezes a ligação cai. Fui na frente da instituição, ‘interfonei’, fiquei esperando o retorno. Uma funcionária e a assistente social foram falar comigo, elas alegaram que a minha mãe não poderia receber visita por ser acamada. Pedi que a colocassem em uma cadeira de rodas e trouxessem até mim. As servidoras negaram o pedido”, detalha.

Segundo Gislaine, as profissionais alegaram que não poderiam levar a idosa até a filha e que as visitas estavam proibidas com respaldo da vigilância sanitária do município. “Fiquei sabendo que a vigilância sanitária liberou as visitas por agendamento. Porém tive a informação que a dona Schirlei proibiu a minha entrada por causa das denúncias. É uma vergonha essa situação. Perdi totalmente o contato com a minha mãe”, afirma.

O Notisul traz desde outubro do ano passado matérias sobre supostos maus-tratos contra os idosos do Abrigo dos Velhinhos de Tubarão, além de outros atos ilícitos. As informações de tais crimes são relatadas por ex-internos da instituição, filhos de ex-internos e na época filhos de moradores do local, ex-funcionários e também voluntários ligados ao funcionalismo público e também de instituições privadas. Muitos dos denunciantes fazem parte do quadro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) da 6 subseção de Tubarão, Santa Catarina.

 

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