Anitápolis

Gestores de oito cidades da Associação dos Municípios da Região de Laguna (Amurel): Tubarão, Santa Rosa de Lima, Rio Fortuna, São Martinho, Gravatal, São Ludgero, Braço do Norte e Laguna entraram com recursos contra a instalação da Indústria de Fosfatados Catarinense (IFC). Além dos municípios da Amurel,  Rancho Queimado, Ministério Público Federal (MPF), Ibama, Defensoria Pública da União (DPU) e Associação Montanha Viva também entraram com recurso. Dez prefeituras da região esnobaram os anseios sociais e simplesmente não quiseram entrar com recurso: Imbituba, Imaruí, Jaguaruna, Sangão, Treze de Maio, Pedras Grandes, Armazém, Capivari de Baixo, Grão-Pará e Pescaria Brava. O que pode ser entendido, mesmo que de forma indireta, é que as administrações desses municípios são coniventes e apoiadores da vinda da fosfateira a Anitápolis.

O empreendimento tem como intuito a exploração de jazidas de fosfato e a produção de ácido sulfúrico no município que compõe a região da Grande Florianópolis, que envolve um denso impacto ambiental em uma das áreas mais belas de Santa Catarina, berço e também nascente de importantes rios. O complexo industrial, porém, atingirá áreas de preservação permanente, unidades de conservação, lagunas e áreas costeiras. Isso terá impacto de forma significativa em dezenas de cidades catarinenses. 

A instalação da fosfateira em Anitápolis foi ‘pensado’ para a geração de empregos, gerando divisas ao município. No entanto, os seus idealizadores esqueceram dos possíveis impactos ambientais que poderiam causar no Estado. Entre as regiões, as nascentes do Rio Braço do Norte são compostas por inúmeras famílias de pequenos proprietários que praticam a agricultura familiar. Os municípios de Santa Rosa de Lima, Anitápolis, Rio Fortuna e Braço do Norte são responsáveis por uma considerável fração da produção hortigranjeira catarinense seriam as primeiras impactadas com acidentes ambientais.