Para enfermeira responsável pelo programa da meningite da 20ª gerência regional de saúde, Helena Caetano Gonçalves e Silva, os hábitos adquiridos pela população após o surto da gripe H1N1, ajudou a diminuir a proliferação da meningite
Para enfermeira responsável pelo programa da meningite da 20ª gerência regional de saúde, Helena Caetano Gonçalves e Silva, os hábitos adquiridos pela população após o surto da gripe H1N1, ajudou a diminuir a proliferação da meningite

 

Angelica Brunatto
Tubarão
 
A confirmação de um caso de meningite bacteriana no oeste de Santa Catarina, deixou a população preocupada com a possibilidade de haver um surto da doença nas demais regiões do estado.
 
Mas esta preocupação pode ser descartada. “Não existem surtos. Em nossa região, a doença é controlada”, atesta a enfermeira responsável pelo programa da meningite da 20ª gerência regional de saúde em Tubarão, Helena Caetano Gonçalves e Silva.
 
Para que seja caracterizado como surto, é preciso haver dois ou mais casos simultâneos confirmados. Na região da 20ª gerência, foram diagnosticados, neste ano, cinco casos do doença, todos do tipo viral. “Todos os pacientes estão bem”, pontua Helena.
 
A forma de transmissão da doença dá-se pelo contato direto com pessoas infectadas. “Após a gripe H1N1, quando as pessoas tomaram consciência da higienização das mãos e da etiqueta da tosse, o contágio da meningite diminuiu muito”, afirma a enfermeira.
 
Quando a pessoa apresenta dor na nuca, na cabeça, febre alta, vômito, cansaço e manchas avermelhadas pelo corpo, deve procurar um médico. 
 
“Quando a pessoa é diagnosticada com a doença, é isolada. Se há suspeita de que o caso seja bacteriano enviamos um exame para Florianópolis, a fim de confirmar o caso”, explica Helena.
 
Hoje o número de casos é cada vez menor. Especialmente porque a vacinação contra a meningite faz parte do calendário anual de imunização do país.
 
Doença do frio?
Muitos acreditam que a meningite é uma doença de inverno. Porém, a enfermeira responsável pelo programa da meningite da 20ª gerência regional de saúde em Tubarão, Helena Caetano Gonçalves e Silva, afirma que isso não é verdade. “A incidência é maior no frio porque as pessoas ficam mais em ambientes fechados, mas a meningite ocorre o ano inteiro”, afirma.
 
Os números da região em 2011
No ano passado, a meningite atingiu 31 pessoas na região de abrangência da 20ª gerência regional de saúde em Tubarão. Destes, 29 foram do tipo viral e dois bacterianos. Um dos pacientes faleceu. Conforme a enfermeira responsável pelo programa de meningite da gerência, Helena Caetano Gonçalves e Silva, esta morte ocorreu devido a outras complicações do paciente.