Atualmente 129.005 crianças catarinenses de 5 a 11 anos receberam a primeira dose do imunizante, o que equivale a apenas 20% da cobertura vacinal para essa faixa etária - Foto: Bruna Borges | Comunicação HIJG | Divulgação

A taxa de ocupação de leitos de UTI Pediátrico para tratamento de Covid-19 cresceu 433% na primeira quinzena de fevereiro, conforme dados divulgados nesta quarta-feira (16), pela Secretaria de Estado da Saúde. No dia 1º de fevereiro, apenas três leitos de UTI pediátrico estavam ocupadas com crianças em tratamento para Covid-19, o que representava uma taxa de ocupação de 16%. Já nesta terça-feira (15), esse número passou para 16 leitos, o que equivale a uma taxa de 73%.

Além disso, o Estado também registra um aumento de 1094% nas internações por Covid-19 de menores de 15 anos, passando de 16 registros no período de 28 de novembro de 2021 até 1º de janeiro de 2022, para 191 casos entre 2 de janeiro e 5 de fevereiro de 2022. O dado inclui casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Covid-19 hospitalizados em leitos de enfermaria e de terapia intensiva.

Nas crianças de 0 a 4 anos, o número de internações passou de 13, em 2021, para 139, em 2022. Já para as crianças de 5 a 11 anos, o número de internações passou de duas, em 2021, para 42, em 2022. E finalmente para jovens de 12 a 15 anos, apenas uma internação foi observada em 2021, enquanto 10 internações já foram notificadas em 2022.

Vacinação
O aumento nas internações de crianças para tratamento de Covid-19 reforça a necessidade de ampliar a vacinação na faixa etária de 5 a 11 anos, atenta o secretário estadual da saúde, André Motta Ribeiro. “Proteger as crianças é uma das nossas prioridades nesse momento. Os pais precisam estar cientes que isso é fundamental para que seus filhos estejam protegidos e não desenvolvam os sintomas mais graves”, desta.

Atualmente 129.005 crianças catarinenses de 5 a 11 anos receberam a primeira dose do imunizante, o que equivale a 20% da cobertura vacinal para essa faixa etária. O aumento na taxa de internações pediátricas ficou mais evidente porque este é um momento considerado de intensa transmissão comunitária da variante Ômicron, que alcança índices alarmantes em todas as regiões do estado. “Todos estes casos graves poderiam ser evitados com a vacinação maciça das crianças”, lamenta o infectologista pediátrico do Hospital Infantil Joana de Gusmão, Rodrigo Marzola.

 

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