#Pracegover foto: na imagem há uma mulher com as duas mães na barriga. Ela está gestante. Suas roupas são brancas
#Pracegover foto: na imagem há uma mulher com as duas mães na barriga. Ela está gestante. Suas roupas são brancas

O parto normal é indicado em todos os casos que não tragam riscos para a mãe ou o bebê. Já a cesárea, quando indicada para mulheres que podem ter parto normal, traz riscos desnecessários à saúde da mulher e do bebê, segundo dados da ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar. E por isso, a própria ANS realiza, há mais de uma década, um trabalho contínuo para a promoção do parto normal e a redução do número de cesarianas desnecessárias na saúde suplementar, que atualmente é de 84,6%.

E conforme constatou o Trocando Fraldas em seu mais recente estudo, 18% das brasileiras têm ou tiveram um parto cesárea agendado com seu médico antes de completar as 39 semanas de gestação. Principalmente as mulheres dos 35 aos 39 anos, 30% delas. E dos 30 aos 34 anos, com 22% das participantes.

Goiás é o estado que mais mulheres têm uma cesárea agendada antes das 39 semanas, com 31% das entrevistadas. No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, o percentual é de 20%. Enquanto que em São Paulo e no Rio de Janeiro, 18% e 17%, respectivamente, têm um parto cesárea agendado. E o estado com o menor percentual é o Amapá, com 5% das participantes.

Uma das razões para este alto percentual de cesarianas no Brasil é o medo, sendo que 56% das brasileiras relataram ter medo do parto normal. Principalmente as mulheres dos 18 aos 24 anos, com 59% das participantes, e as mulheres de Roraima, com 82% das entrevistadas. Já no Rio de Janeiro e no Espírito Santo, pelo menos 60% sentem medo. Enquanto que em São Paulo, o percentual é de 53%. E em Sergipe, estado com o menor percentual, 45% das mulheres têm medo do parto normal.

Por isso, pensando em garantir que a mulher tenha acesso a todas as informações necessárias para tomar a decisão sobre o tipo de parto, a ANS criou a Resolução Normativa nº 368. Mulheres em idade fértil, gestantes, profissionais de saúde e operadoras de planos de saúde precisam estar cientes das regras que garantem à mãe mais cuidado e segurança para o momento do parto.

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Fonte: Trocando Fraldas