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Pela primeira vez, pesquisadores registram interação entre orcas e baleias-franca no Sul de SC

Inicialmente foram vistas em Imbituba. É o primeiro registro na APA. Inédito na região, é muito importante para saber que existem potenciais predadores no berçário brasileiro, o que pode ser uma pressão negativa para a recuperação da espécie

Publicado em 14/08/2019 10h57

Pela primeira vez, pesquisadores registram interação entre orcas e baleias-franca no Sul de SC

Pela primeira vez, pesquisadores do Instituto Australis registraram uma interação entre orcas e baleias-franca. O caso aconteceu em Imbituba, no Sul de SC. Segundo o instituto, este é o primeiro registro de orcas dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia-Franca.


O Instituto explica que durante o monitoramento das baleias de segunda-feira, 12, pela primeira vez neste ano uma orca foi avistada na região. "Inicialmente, encontramos um grupo formado por quatro indivíduos na praia da Ribanceira, em Imbituba. Neste momento, também estavam na enseada três grupos de mãe e filhote de baleias-franca. As orcas se deslocaram sentido Sul e foram registrados pelos pesquisadores também na Praia D'Água, Praia da Vila e Praia de Itapirubá Norte. Foi possível registrar uma forte interação entre um par de mãe e filhote de baleias-franca com orcas", destacou o instituto.


As orcas 

Chamadas comumente de baleias, mas são da família dos golfinhos - recebem o título de baleias assassinas justamente por serem predadoras de outras espécies de baleias, incluindo a baleia-franca. "No entanto, a interação observada entre os animais nesta segunda-feira não apresentou nenhum comportamento de predação. Orcas apresentam ecótipos diferentes, ou seja, há populações com diferenças que proporcionam melhor adaptação aos diferentes habitats onde a espécie é encontrada, e estes diferentes ecótipos têm hábitos alimentares distintos", ressaltou o instituto.


Acredita-se que os indivíduos que apareceram na APA da Baleia Franca sejam orcas do ecótipo que se alimenta de peixes, e não de outros mamíferos marinhos. Segundo Eduardo Renault, gerente de pesquisa do Instituto Australis, as imagens serão analisadas. "Este registro, inédito na região, é muito importante para saber que existem potenciais predadores no berçário brasileiro, o que pode ser uma pressão negativa para a recuperação da espécie. A conservação das baleias-franca depende não só das nossas ações de preservação do meio onde vivem, mas também de conhecer os ambientes em que elas ocorrem”. alerta.


O monitoramento terrestre está sendo realizado pelo Instituto Australis nas enseadas da APA da baleia-franca e mais ao sul, na praia Morro dos Conventos, desde o dia 1 de agosto, e irá se estender até o dia 30 de novembro. O pico de ocorrência da temporada reprodutiva das baleias-franca acontece em setembro, e até lá mais baleias devem chegar à região para o nascimento dos fihotes. 



Foto: Eduardo Renault/Instituto Australis




Fonte: Edição de Amanda Garcia Ludwig/Engeplus/Instituto Australis
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