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Unisul: Ação Pública ainda não chegou ao conhecimento do Ministério Público

Há três anos, a entidade educacional e de pesquisa passa por uma série de problemas financeiros, como já reconheceu sua atual diretoria

Publicado em 14/03/2019 19h54

Unisul: Ação Pública ainda não chegou ao conhecimento do Ministério Público

Tubarão


A ação popular ingressada contra a Fundação Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) e  e sete dirigentes, ex-gestores e ex-reitores da instituição protocolada na última terça-feira, ainda não chegou ao conhecimento do Ministério Público. A ação foi distribuída à Vara da Fazenda Pública, Executivo Fiscal, Acidente do Trabalho e Registro Público da Comarca, e encaminhada ao juiz, que deverá remeter à Promotoria da Moralidade de Administração ou à Promotoria de Fundação.


A ação foi movida pelo psicólogo Filipe Deodato Pereira, conforme o Notisul trouxe com exclusividade na edição desta quarta-feira. Na peça, o intuito do requerente é o de questionar, suspender ou invalidar atos de gestão da Fundação Unisul e/ou de seus dirigentes, que lesaram ou lesem o patrimônio público, uma vez que se trata de ente de Direito Público. O advogado Leo Rosa de Andrade foi quem protocolou a peça. Um dos principais pontos que o jurista e Felipe denunciam, é sobre a criação de uma Previdência Privada Velha, que beneficiaria um seleto grupo, segundo Leo, e que poria em risco o setor contábil da Fundação.


Conforme Felipe, há elementos indicativos de má gestão, a qual deve ser interrompida e seus efeitos pregressos reparados. “Desta maneira, é necessário vislumbrar a gestão de cada requerido, suas faltas na condução de uma instituição respeitável, e, a cada ato ilegal, obrigar o responsável ao devido reparo. E ainda, se convencido o Juízo da gravidade da situação, o afastamento imediato dos atuais diretores da Fundação e da Universidade por ela mantida. Afinal, a Fundação não se quebrou a si mesma; ela foi quebrada”, detalha.


Em nota, representantes da universidade destacaram que embora a Unisul tenha afirmado que nunca cogitou a venda do patrimônio da sua Fundação, informações inconsistentes se repetem de forma aleatória, pondo em dúvida as ações da Instituição, sempre pautadas na legalidade, ética e responsabilidade. As consequências da informação especulativa só tendem a prejudicar a Instituição, criada há 55 anos e que se constitui no maior patrimônio comunitário da região.


"A Unisul nunca escondeu que enfrenta dificuldades, inerentes, principalmente, à situação econômico-financeira da Nação e do mercado educacional, e que está viabilizando parcerias que se comprometam com a sua recuperação financeira e com a modernização de uma Universidade que já tem conceito 5 no MEC, e que se destaca pela sua competência social.


Ações jurídicas interpostas e que tendem a questionar a seriedade da Instituição só merecerão respostas quando seus conteúdos integrais chegarem ao conhecimento da Assessoria Jurídica da Unisul. E, neste sentido, a Unisul apela à sociedade no sentido de evitar a utilização do seu nome em tentativas de retaliações, ataques impensados, para que os esforços destinados a encontrar parcerias ideais não sejam atropelados, a ponto de prejudicar a própria comunidade".



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