Lily Farias

Pescaria Brava

A jovem Cíntia Eliseu Ouriques tem 17 anos e mora com a mãe e as irmãs em Pescaria Brava. Ela é portadora da Síndrome de Landau-Kleffner (SLK), uma forma rara de epilepsia infantil que resulta em sérios transtornos de linguagem, capacidade de cognição, inabilidade para entender as palavras e comportamentos autistas. 

A adolescente desenvolveu a Síndrome quando ainda era criança e até então levava uma vida normal com a família. Mas no final de 2015 Cíntia começou a apresentar sintomas físicos não condizentes com a Síndrome. 

A família procurou um médico que diagnosticou uma escoliose em grau avançado. A menina foi encaminhada para o Hospital Infantil, de Florianópolis, e iniciou um tratamento. Porém, na última consulta realizada em junho de 2018, o médico que acompanha Cíntia disse que ela deveria fazer a cirurgia porque a coluna estava pressionando o pulmão e já tinha deslocado o quadril. 

Liliane Ouriques, mãe de Cintia, perguntou ao médico qual seria a documentação para fazer o encaminhamento pelo SUS e ele garantiu que a cirurgia seria marcada pelo próprio hospital. Mas nunca aconteceu. 

Liliane descobriu nesta sexta-feira que a filha não está na fila de espera. Enquanto isso os sintomas da escoliose só pioram.  

A direção do Hospital Infantil não soube informar o porquê o nome de Cíntia não foi inserido na lista, já que na época ainda era permitido fazer o encaminhamento pela instituição. Foi a partir de agosto que a responsabilidade passou a ser das Secretarias de Saúde dos municípios. 

Mas a direção se comprometeu a investigar o caso e dará um parecer assim que possível. “Estou em choque, eu tinha certeza que ela estava na fila de espera. Ainda me coloquei a disposição para dar o encaminhamento nos documentos e ele disse pra eu não me preocupar. Nem sei o que dizer”.

A cirurgia 

De acordo com a mãe, o caso de Cíntia é bem grave e a cirurgia é de risco. “O médico já disse para eu me preparar para tudo o que pode acontecer, mas tenho fé que minha filha ficará bem”. 

Sem saber que a filha não estava na fila de espera Liliane já estava procurando outros meios de tentar fazer o procedimento, já que o tempo está passando e a filha ficando pior. Mas a família não pode pagar porque custa em torno de R$ 50 mil.

“Meu sonho é que um médico me chame e diga que fará a cirurgia da minha filha. Dói muito ver ela chorando de tanta dor que está sentindo, ver que tem dificuldade para respirar. Não sei mais o que fazer”.

Nas redes sociais amigos estão fazendo uma campanha para tentar ajudar Liliane a arrecadar o valor da cirurgia. 

Quem quiser ajudar pode doar qualquer quantia, disse a mãe. Há uma conta para depósito:

Caixa Econômica Federal – Cíntia Eliseu Oriques

Agência: 0421

Operação: 13

Conta Poupança: 117225-6