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Novo modelo de contratação de professores preocupa as Apaes no Estado.

Há quatro anos existe um convênio entre governo do estado e as Apaes em que professores efetivos são cedidos para trabalhar nas entidades Agora o governo pretende repassar dinheiro para que as entidades façam a contratação dos professores.

Publicado em 20/11/2018 11h51

Novo modelo de contratação de professores preocupa as Apaes no Estado.
Foto ilustrativa

 Representantes das Apaes de Santa Catarina estiveram na Assembleia Legislativa nesta segunda-feira (19) pedindo apoio ao presidente da Comissão da Pessoa com deficiência, deputado Ricardo Guidi (PSD). Há quatro anos existe um convênio entre governo do estado e Apaes em que prevalece a cedência pessoal. Nesse modelo, professores efetivos são cedidos pelo governo para trabalhar nas Apaes. O governo pretende agora implantar unicamente o regime de pecúnia, ou seja, repassar dinheiro para que as Apaes façam a contratação dos professores.


Com relação ao tipo de convênio (cedência de pessoal ou pecúnia), há divergência de entendimento por parte do próprio governo. A Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE) defende o modelo atual e publicou o edital 03/2018, onde, como em anos anteriores, as APAES optam pelo tipo de convênio.


A Secretaria de Estado da Educação (SED) propôs modelo único em pecúnia e transferência dos professores efetivos para atuarem como segundos professores na rede regular. Um dos argumentos da SED para que não seja mantido o modelo de cedência dos professores, é que esses não atuam na educação básica e, portanto, não podem ser pagos com os recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB), o que também é apontado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE/SC).


Para o deputado Guidi “é uma questão muito delicada, pois não envolve só o valor que o estado gasta, mas muito mais do que isso, como a qualidade do ensino. Com a mudança, os profissionais envolvidos, que já são capacitados, que já são ambientados nas Apaes, não poderão ser aproveitados, então eu não tenho dúvidas de que esse novo sistema tende a ser prejudicial aos alunos e essa é nossa preocupação. Por isso, estaremos com representantes do governo amanhã para trabalhar junto com a Federação das Apaes, buscando maior qualidade de atendimento a todas as pessoas que frequentam essas instituições e que a gente possa, também, chegar a um denominador que seja de interesse ideal para todos.”


Para Guidi, o modelo em pecúnia pode ser um risco para as próprias conveniadas e significará o fim do modelo de seleção para contratação de ACT, além de uma situação incerta aos efetivos que atuam nas conveniadas.


Segundo Lorena Starke Schmidt, presidente da Federação das Apaes, a maior preocupação da federação sempre é com o aluno. “Temos em torno de 20 mil alunos no estado e, com certeza, se houver essa mudança vai cair a qualidade da educação deles. Também temos preocupação com nossos profissionais que, ao longo desses anos todos foram capacitados e habilitados para estar trabalhando com esses alunos.”


Ela acredita que a qualidade no atendimento pode cair. “O valor repassado não cobre os custos com a mesma qualidade de profissionais que o estado está cedendo agora. A alternativa é lutarmos até esgotar todas as possibilidades, porque nós entendemos que nossos alunos com deficiência intelectual merecem uma educação de qualidade. Eles têm que ser estimulados ao longo da vida.”


O vice-presidente da Federação diz reconhecer a dificuldade financeira pela qual passa o estado, mas segundo ele, nesse momento, não é possível abrir mão desses investimentos. “Nossos alunos precisam de um atendimento especializado por terem de necessidades especiais. Confiamos e acreditamos que o diálogo pacífico trará a solução. Entendemos que tanto o governo atual quanto o novo governo tendem a pensar nas pessoas com necessidades especiais. Essas pessoas não são números, mas vidas que podem sofrer enormes transtornos e grandes impactos com a saída desses profissionais.”


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