quarta-feira, 17 junho , 2026

Empresários e agricultores aderem ao movimento de caminhoneiros no Sul

 Seguem os manifestos de caminhoneiros com interdição de rodovias por todo o país. Já são 17 estados com registro de mobilizações. No Sul de Santa Catarina, as cidades de Imbituba, Jaguaruna e Araranguá registram interdições na BR-101. O motivo é a alta do preço dos combustíveis. Nestes locais o trânsito de caminhões foi bloqueado parcialmente ou totalmente

Empresários do setor de transportes e agricultores locais também aderiram ao movimento. A empresa Fontanella Transportes, com matriz em Lauro Müller, divulgou apoio através das redes sociais à paralisação dos caminhoneiros em diversas partes do país, como descrito pelo diretor executivo Ramiris Fontanella.

Em Imbituba e Jaguaruna, dezenas de tratores ocupam postos de combustíveis e trechos na BR-101. Na cidade portuária, o manifesto acontece sob o viaduto da rodovia federal. O local é utilizado de acesso ao porto. Segundo comerciantes locais, nenhum caminhão entra ou sai da cidade portuária desde às 8 horas, pelo menos no acesso Norte, local do manifesto.

Em Jaguaruna, o trânsito na BR-101 segue em meia pista em ambos os sentidos, tendo o tráfego liberado somente para veículos de passeios e ônibus. A interdição acontece desde o meio-dia, no km 354, próximo ao Posto Nápoles. Conforme informações, dezenas de caminhões se aglomeram no pátio do posto, juntamente com tratores.

Já no extremo sul, em Araranguá, segue a paralisação. Caminhoneiros são convidados a aderirem ao movimento às margens da rodovia na comunidade de Sanga da Areia (próximo a Havan).

A entidade representativa das empresas do Transporte Rodoviário de Cargas de Santa Catarina, a Fetrancesc, emitiu uma nota declarando contrariedade a nova política de reajustes dos combustíveis da Petrobrás e, se solidarizando com o movimentos dos caminhoneiros. Acompanhe a seguir, trecho da nota assinada pelo presidente Ari Rabaiolli e o vice Dagnor Schneider:

Além de dificultar toda a cadeia produtiva do País, os reajustes inviabilizam financeiramente o cotidiano das empresas e novos investimentos que poderiam aprimorar o setor. Eles são um exagero, diante de uma taxa de inflação abaixo da média e da excessiva carga tributária do Brasil que incide no transporte.

Para demonstrar o impacto na atividade do transporte, a Fetrancesc é solidária a todo e qualquer tipo de manifestação na sua íntegra, desde que pacífica. Respeitamos a cláusula constitucional que concede a todo cidadão o direito de ir e vir e orientamos que não haja bloqueio de rodovias. A nossa proposta é que os caminhões sequer saiam dos pátios das empresas para preservarmos a integridade do nosso principal patrimônio: o colaborador.

Por fim, a Fetrancesc espera que a União faça uma revisão completa na tributação federal sobre o preço dos combustíveis e que reveja a política adotada pela Petrobras. Nosso anseio é que não só as empresas que realizam o transporte de cargas e movimentam a economia do País deixem de serem prejudicadas, como também os proprietários de carros particulares deixem de ser prejudicados.

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