Marco Antonio Mendes
Tubarão

O principal propósito dos dirigentes do Tigre quando decidiram passar a semana em Tubarão era sair de Criciúma e manter os jogadores concentrados, afinal, o time não anda nada bem na Série B do Campeonato Brasileiro. A medida era anunciada como um “pacote” para livrar o clube do rebaixamento, que incluiu a demissão do técnico Paulo Campos, no início da semana.

Mas a delegação ficou apenas algumas horas em Tubarão. Jogadores e comissão técnica chegaram a um hotel no interior do município na noite de terça-feira. No início da madrugada, voltaram para Criciúma. A justificativa do retorno, anunciada por eles durante todo o dia de ontem pela imprensa da região carbonífera, era que o hotel não possuía estrutura alguma para recebê-los.

Entre as reclamações, estavam a falta de disponibilidade de sinal de telefone celular, internet, televisão por assinatura e, até mesmo, água e energia elétrica.
Segundo o proprietário do hotel, antes da vinda dos atletas, ele havia avisado aos dirigentes sobre a indisponibilidade de sinal de internet e telefonia celular, no entanto, ofereceria a melhor estrutura para hospedá-los. “É mentira quando dizem que faltou luz e água aqui.

Os próprios dirigentes haviam dito que queriam que o time ficasse o mais concentrado possível e parece que não era isso o que realmente queriam”, lamenta o proprietário.
O Criciúma está na zona de rebaixamento do Brasileirão da Série B, em 17º lugar, com 33 pontos. A equipe joga amanhã contra o Bragantino, às 20h30min, em casa.