Marco Antonio Mendes
Tubarão

Se há uma relação que o surfista e guarda municipal Thiago Nunes, o Jacaré, pode fazer entre o seu esporte favorito e a profissão é que ambos precisam de segurança. É isso mesmo. E não poderia ser diferente. Primeiro, porque as ondas que ele resolve pegar possuem em média três metros de altura; depois, porque trabalha à noite, em um serviço de risco que exige atenção e cuidado.

Jacaré teve lá os seus momentos de glória ao participar de uma competição internacional realizada em Maresias (SP) no último fim de semana. Ele foi selecionado para estar entre os melhores surfistas de tow-in (modalidade do surfe que desafia as ondas gigantes). Ao seu lado, estavam Carlos Burle, Eraldo Gueiros e Rodrigo Resende, somente os tops do tow-in brasileiro.

“Conseguimos passar por duas baterias e eliminamos alguns nomes importantes. Acredito que só pelo fato de eu ter sido chamado para participar valeu a pena”, relata Thiago, que fala na primeira pessoa do plural (nós) porque o esporte é realizado em dupla. Plínio Cruz é o responsável por pilotar um jet-ski e levar o surfista até perto da gigante onda.

E o trabalho, como fica? Segundo ele, dá muito bem para conciliar a vida de surfista com a de guarda municipal. “Entrar para a guarda municipal foi algo que aconteceu por acaso. Como eu trabalho à noite, dedico-me durante o dia ao surfe. Quando participo de uma competição, todos querem saber como foi o meu desempenho. É muito bom para a guarda poder agregar um profissional-atleta”, acredita.

Para o próximo ano da Red Nose Tow-In Championship, o nome da competição internacional de Maresias, o seu nome está garantido novamente. “É na onda da laje (em Jaguaruna) que tudo acontece durante a semana. Um dia, talvez, poderemos ter este evento internacional por aqui”, sonha.