Menos de três meses após ser liberado, o goleiro Bruno deve retornar à prisão. Após pedido feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a medida liminar que soltou o jogador foi revogada pela Primeira Turma do Superior Tribunal Federal em votação realizada na tarde desta terça-feira. Com isso, Bruno deve se afastar novamente dos gramados, onde vinha atuando pela equipe do Boa Esporte. Segundo o advogado Lúcio Adolfo, que representa o goleiro, ele deve se apresentar em Varginha quando for comunicado.

Segundo Rodrigo Janot, a liminar que foi concedida pelo ministro Marco Aurélio Mello deveria ser revogada porque o processo demorou para ser analisado em Segunda Instância em razão de recursos apresentados pela própria defesa, que estariam postergando o julgamento. O procurador-geral pediu também que os ministros indefiram o habeas corpus, que está pronto para ser julgado definitivamente, já que o pedido foi apresentado pela defesa contra decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que negou liberdade a Bruno. Por isso, segundo ele, não caberia ao STF dar prosseguimento ao pedido.

Na votação realizada nesta terça-feira, o pedido de Janot foi aceito por 3 votos a 1. Votaram a favor da revogação da liminar os ministros Alexandre Morais, Rosa Weber e Luiz Fux. O ministro Marco Aurélio Mello manteve o voto a favor da liminar. Com isso, Bruno pode ser reconduzido à cadeia enquanto o processo não é julgado em Segunda Instância.

Bruno foi preso em 2010 e, três anos depois, condenado a 22 anos e 3 meses de prisão pelo assassinato e ocultação de cadáver de Eliza Samudio e por sequestro e cárcere privado do filho Bruninho. Liberado em fevereiro deste ano, o goleiro assinou com o Boa Esporte no dia 13 de março e estreou menos de um mês depois, no dia 8 de abril. Desde então, tem sido titular da equipe na fase final do Módulo 2 e já atuou em cinco partidas.

Foto: Divulgação/Portal Notisul
Fonte: Globo Esporte