Marco Antonio Mendes
Tubarão

Desde o fim da semana passado, rumores davam conta que a parceria entre o Hercílio Luz e o Estrela Real, do Rio Grande Sul, estava ameaçada. Na tarde de sábado, a diretoria do clube tubaronense decidiu rescindir o contrato e, ontem, pela manhã, oficializou o rompimento em comunicado à imprensa.

O motivo para a quebra da parceria envolve o não pagamento das despesas que o Estrela Real comprometeu-se a efetuar. O contrato previa, também, o pagamento dos salários dos jogadores pela empresa gaúcha, que, segundo o Hercílio, estariam treinando em Porto Alegre. Durante dois meses, o Leão do Sul recebeu o recurso, porém, no último mês, simplesmente não veio.

O problema é que o time de Tubarão passa pela mesma situação enfrentada há alguns meses pelo clube Cachoeira, de Cachoeira do Sul (RS). O time gaúcho não possuía recursos para manter uma equipe de atletas profissionais para disputar o campeonato local. Dessa forma, algumas pessoas que se diziam do Estrela Real ofereceram a mesma parceria firmada pelo Hercílio Luz. Entretanto, os recursos que viriam para o pagamento dos jogadores igualmente não foram liberados.

Conforme informações dos jornais de Viamão, cidade que seria sede do Estrela Real, e de Cachoeira do Sul, a empresa convidava alguns atletas para treinar com eles e os distribuía aos clubes parceiros. Depois, os dirigentes ‘desapareciam’ e passavam as responsabilidades salariais aos clubes.

Segundo o presidente do Cachoeira, Paulo Trevisan, o Estrela Real simplesmente não existe. “Descobrimos que o campo que eles usam para realizar os treinos é alugado. O responsável pela empresa sumiu e ninguém mais conseguiu contato. Fomos à casa dele e ele escondeu-se para não nos receber”, revela.

Trevisan ainda disse que o contrato não foi rescindido para evitar o pagamento de multa. “O acordo dizia que, se uma das partes resolvesse terminar a parceria, teria que pagar R$ 50 mil. Então, resolvemos fingir que nada existiu e passamos a buscar recursos para pagar os jogadores”.